Nesse momento, dentro da cabine do helicóptero, Rawlsson limpava o sangue do rosto de Luciano com um lenço umedecido.
O homem, à beira da morte, de repente agarrou o pulso dele e perguntou com voz quase inaudível: "Pai... ele... realmente... quer me ver?"
Rawlsson sorriu com ternura, mas seus olhos estavam frios como gelo: "Claro, o senhor preparou especialmente para você..."
Aproximou-se do ouvido de Luciano e sussurrou: "Uma cela sem janelas, onde nunca verá a luz do dia."
As pupilas de Luciano se contraíram de repente!
......
A noite em Costa Dourada era silenciosa e profunda, a luz da lua atravessava a janela panorâmica e banhava o quarto.
Jessica estava recostada na cabeceira da cama. Ao ouvir o que David dissera, seus olhos se estreitaram levemente: "Criar cobras venenosas?"
"Exatamente." A voz de David era grave. "Sr. Castelo fez isso, na verdade, para criar cobras venenosas."
Ele não comentou nada com os quatro pequenos durante o dia, preferiu conversar com Jessica à noite, pois achava que aquelas intrigas sombrias não deveriam contaminar tão cedo o mundo puro deles.
Ele continuou: "O objetivo é fazer vocês lutarem entre si, e o vencedor será o herdeiro dele."
David tamborilava levemente os dedos na borda da cama. "Mesmo que não matemos Luciano, ele não sobreviverá."
"Não precisamos fazer nada..."
"Quem perde com certeza morre. O herdeiro da Família Castelo só pode ser um, e quanto aos outros, nenhum terá um fim feliz."
Jessica sentiu um calafrio subindo pelas costas: "Então tudo isso... foi consentido pelo Sr. Castelo?"

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