David franziu as sobrancelhas, ainda sem dizer uma palavra, enquanto os quatro pequenos já estavam completamente revoltados.
Daniel colocou as mãos na cintura e gritou, indignado: "De jeito nenhum! Esse grande vilão não pode ser solto!"
Julio também pulou, acrescentando com uma bravura fofa: "Isso mesmo! Ele nos prendeu por tantos dias e quase matou o papai e a mamãe, não pode sair impune!"
Rawlsson olhou para os quatro meninos e, com um olhar de resignação, tentou argumentar pacientemente: "Senhores pequenos, é preciso saber perdoar quem erra."
Ele fez uma pausa e sorriu enigmaticamente: "Além do mais... nesses dias, vocês não sofreram nenhum prejuízo."
Daniel e Julio ficaram sem palavras na hora, encolhendo o pescoço, um tanto culpados.
De fato, eles não só não saíram prejudicados, como também deixaram Luciano à beira da morte...
Geraldo franziu o rosto: "Mas ele quase explodiu o papai e a mamãe agora há pouco! Se não fosse o papai ter desarmado a bomba, esse bandido teria levado todo mundo junto! Não podemos simplesmente perdoá-lo assim!"
Rawlsson abaixou levemente a cabeça, sem saber como rebater.
Jessica se aproximou, olhando para Rawlsson e perguntou: "Rawlsson, o Sr. Castelo quer levar Luciano para quê?"
Rawlsson balançou a cabeça: "Isso... já que o Sr. Castelo disse, ele deve ter seus motivos. Eu apenas cumpro ordens."
Ele lançou um olhar ao interior da casa e falou em tom grave: "Luciano já não é mais o herdeiro, mas ainda assim é sangue da Família Castelo. Se morrer assim... seria muito humilhante."
"Senhorita, deixo um conselho: é melhor não se opor ao Sr. Castelo. E mais, o Sr. Castelo saberá como lidar com esse filho desobediente, não precisa sujar as próprias mãos."
Jessica entendeu imediatamente.

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