Víctor hesitou por um instante e, em seguida, franziu a testa: "O que vocês querem com ele?"
Iris estava prestes a responder, mas Natan a interrompeu, colocando o braço na frente, separando Iris de Víctor: "Por que você quer saber? Isso não é da sua conta, vai cuidar da sua vida."
Depois de mandar embora o loirinho, Natan ainda repreendeu Iris: "Você ficou maluca? Vai contar essas coisas para um desconhecido? Não tem jeito mesmo."
Iris fez um biquinho, sentindo-se injustiçada, mas sem se render: "Talvez ele só estivesse curioso..."
"Curioso nada! Ele não tem que se meter nisso..." As palavras de Natan ficaram presas na garganta.
Sete ou oito homens vestidos de preto surgiram de repente à frente deles, formando uma linha como um verdadeiro muro, bloqueando completamente o caminho.
Iris prendeu a respiração: "Quem são essas pessoas?"
Gisela semicerrava os olhos: "Tenho a impressão de já ter visto esses caras..."
Natan respondeu, desdenhoso: "E daí? Não vieram atrás da gente..."
Nem terminou de falar, e todos os homens de preto giraram a cabeça ao mesmo tempo, cravando o olhar no grupo dos quatro e avançando a passos largos na direção deles.
O rosto de Natan endureceu instantaneamente.
Ele reconheceu o líder, aquele com a cicatriz no rosto; já o tinha visto no cemitério, era o segurança da Zoé.
"São da Zoé?" Iris também reconheceu.
Gisela ficou pálida: "Exatamente, são da Zoé. E pelo jeito, vieram mesmo atrás da gente."
A garganta de Natan secou: "Será que descobriram que a gente sequestrou o Duke e vieram acertar as contas?"
Gisela assentiu energicamente: "Com certeza."
Enquanto conversavam, os seguranças de preto aceleraram o passo e vinham com tudo.
O brilho frio do metal reluziu; só então Natan percebeu que todos carregavam cassetetes extensíveis e pedaços de pau.
"Isso não vai dar certo, CORRE!"
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