O bebê parecia sentir a presença do pai e, de repente, deu um leve chute, exatamente na palma da mão de David.
David ficou completamente paralisado.
O ar ao redor também pareceu congelar.
O coração de Jessica pulou de novo até a garganta. Pronto, acabou. Esse pequeno não podia ter escolhido hora pior pra se mexer... E se David começasse a desconfiar?
A mão de David permaneceu ali, como se estivesse tentando confirmar alguma coisa.
Alguns segundos de silêncio passaram, parecendo um século.
Jessica já estava pensando em como explicaria tudo para ele.
"Você está com dor de barriga?" David finalmente perguntou, a voz anormalmente calma. "Será que você não está se alimentando direito esses dias e acabou passando mal do estômago?"
Jessica: "......"
Pelo visto, ele achou que o movimento do bebê era só o estômago dela funcionando.
"É, mas hoje fui ao hospital e peguei uns remédios. Tomando, já vai melhorar."
David retirou a mão e deitou-se devagar de volta no travesseiro, como se tivesse afastado qualquer suspeita.
"Que remédio? Amanhã eu lembro a cozinha de preparar um chá pra você."
"Não precisa, o Orlando já resolveu."
David murmurou um "hm" e não perguntou mais nada.
Jessica apagou a luz e deitou-se tranquila para dormir.
Já David ficou deitado de costas, revivendo mentalmente aquela sensação estranha. Ele tinha quase certeza de que aquilo não era só um movimento normal do estômago.
Uma ideia vaga começou a se formar em sua mente, mas era tão absurda que ele a empurrou para o fundo.
Enquanto isso, Jessica já planejava mandar David dormir em outro quarto no dia seguinte. Se ele continuasse por perto, com o bebê ficando cada vez mais ativo, não teria mais como dizer que era só problema no estômago.
......
Natan olhava para o loirinho que vinha seguindo eles por toda parte, e para Iris, que já estava claramente do lado de fora do grupo, e sentiu uma raiva que quase não podia controlar.


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