Dalton pressionava o ferimento sangrando sem parar, lutando para se livrar das pessoas que o perseguiam. Finalmente, conseguiu se afastar do cemitério e chegou a uma área segura.
Ele soltou um suspiro de alívio e estava prestes a pegar o celular no bolso quando, de repente, ficou paralisado.
À sua frente, um Mercedes preto estava estacionado silenciosamente.
A porta do carro se abriu e uma figura alta desceu. As botas de couro batiam no caminho de pedrinhas, produzindo um som nem alto, nem baixo.
"Sr... Sr. Siqueira..." Dalton olhou para Hugo, que apareceu de repente, sem entender o motivo de sua presença ali. Teria sido Levi que o enviou para ajudar? Ou será que...
Hugo aproximou-se lentamente e parou a dois metros de Dalton. Manteve as mãos nos bolsos do sobretudo, com uma postura casual, mas que exalava pressão.
"Foi meu pai que te mandou matar ela?" Hugo foi direto ao ponto, com uma voz tão calma que chegava a assustar.
Dalton hesitou por um instante. Levi havia pedido para esconder isso do jovem, mas agora que o plano fracassara, não fazia mais sentido mentir.
"Sim." Ele admitiu com franqueza.
Hugo arqueou uma sobrancelha: "E você conseguiu?"
Dalton abaixou a cabeça, a dor do ferimento fazia sua voz tremer: "Não, falhei."
"Muito bem."
Hugo de repente sorriu, os lábios formando um arco estranho. "Agora você não tem mais chance."
Dalton levantou a cabeça de repente, bem a tempo de ver Hugo tirando uma pistola com silenciador do bolso interno do sobretudo.
O cano escuro da arma apontava diretamente para a testa dele.
Dalton arregalou os olhos: "Sr. Siqueira, o que significa isso?"
Hugo não respondeu, nem lhe deu tempo para reagir.
O silenciador fez um ruído abafado e, no mesmo instante, um buraco de sangue apareceu na testa de Dalton.

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