Dalton levantou-se lentamente, e o punhal que estava escondido em sua manga caiu no chão com um tinido metálico.
Aproveitando esse movimento, ele lançou um olhar de relance em direção à lápide.
Jessica já havia se virado e olhava em sua direção.
Afinal, eles já o tinham notado há muito tempo!
"É você!" Jessica já tinha visto Dalton antes; ele era um dos que acompanhavam Hugo.
David franziu a testa, captando com precisão todos os sons ao redor.
No segundo seguinte, passos apressados e desordenados vieram de todas as direções.
Dalton então percebeu que pelo menos uma dúzia de pessoas armadas corriam em sua direção.
O círculo cuidadosamente planejado de emboscada estava apenas esperando aquele coelho ingênuo saltar para dentro.
Mas Dalton não se abalou nem um pouco.
"Foi o Hugo que te mandou aqui para me matar?" Jessica perguntou, fitando seus olhos.
Dalton soltou um sorriso frio: "Claro que não."
Jessica continuou, com a voz gelada: "Então, quem foi?"
"Você nunca vai saber." De repente, Dalton se moveu, tão rápido que quase deixou um rastro no ar.
De algum lugar, sua mão direita sacou uma pistola; rolou no chão, deu um chute para afastar Ramiro, e apontou a arma diretamente para o peito de Jessica.
Quase no mesmo instante, Ramiro apertou o gatilho, e um disparo abafado soou — sangue explodiu do pulso de Dalton, mas o seu tiro já havia partido.
David puxou Jessica para seus braços, protegendo-a e desviando-se com uma agilidade que não parecia de alguém cego.
As pupilas de Dalton se contraíram. Como aquele cego conseguiu fazer isso?!
O tiro falhou, e ele já não tinha outra chance.
Sem tempo para pensar, o segundo disparo de Ramiro já vinha em sua direção.
Dalton rolou para o lado e conseguiu escapar.
Ambos eram extremamente habilidosos, e começaram a lutar ali mesmo, no cemitério.



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