"Não é? Não é mesmo!" Iris concordou animada, "Só nós duas temos bom gosto."
Ela apoiou o queixo na mão. "Mas um cara bonito bebendo sozinho assim... parece até meio triste."
Natan olhou para as duas, que estavam suspirando como fãs apaixonadas, e fez uma careta de desprezo: "Vocês têm problema!"
Ele também virou a cabeça e lançou um olhar para o jovem loiro, pensando consigo mesmo que de triste ele não tinha nada; com aquela aparência, estava claro que estava ali no bar bancando o misterioso só para atrair garotas.
Bem nesse momento, o bonito loiro levantou a cabeça e olhou diretamente para a mesa deles, sem errar.
Os três, como se tivessem sido pegos fazendo algo errado, desviaram o olhar imediatamente e ficaram sérios na cadeira.
"Ele... ele está olhando pra gente?" Iris sussurrou.
Natan fingiu calma: "Coincidência, só isso. Vamos beber, vamos beber."
A música no bar continuava alta e animada, e o pequeno episódio do loiro já tinha sido esquecido pelos três.
Natan até pediu mais uma garrafa.
Só que, de repente, uma silhueta cambaleante apareceu do lado e esbarrou neles.
Antes que Natan pudesse reagir, alguém caiu em cima dele.
"Ei, ei, ei, hoje em dia não se faz mais esse negócio de pular no colo dos outros assim!" Natan tentou empurrar a pessoa desajeitadamente, sentindo um forte cheiro de álcool.
Quando olharam, perceberam que era o próprio loiro bonito.
O rapaz levantou a cabeça; seus olhos azuis estavam cobertos por uma névoa úmida, o rosto corado de um jeito estranho, claramente bêbado.
Ele encarou Natan por dois segundos, depois franziu a testa e se virou para olhar Iris lá dentro.
"Amor..." A voz dele era grudenta, como se estivesse com um doce na boca. "Docinho, dá um beijinho~"
Os três arregalaram os olhos ao mesmo tempo, com os copos parados no ar.

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