Iris e Gisela hesitaram diante da porta do bar.
A placa de madeira rangia ao vento da noite, enquanto sons distantes de música e risadas escapavam lá de dentro.
Iris torceu os lábios: "Tão tarde da noite e você ainda quer beber? Melhor dormir um pouco, amanhã temos que acordar cedo para chegar ao cemitério antes dos outros."
Natan empurrou a porta de repente, e uma onda de calor e aroma de álcool os envolveu: "Fiquem tranquilas, já coloquei gente para fazer revezamento vinte e quatro horas lá. Não tem por que a gente ir pessoalmente."
"Você já organizou tudo?" Os olhos de Iris se arregalaram de surpresa.
"Claro." Natan ajeitou a gola da camisa com um sorriso maroto. "Dinheiro faz até alma penada trabalhar."
Iris bufou: "Então por que não falou logo..."
Gisela completou: "É mesmo! Fez a gente ir até o cemitério no meio da noite à toa."
Natan nem se deu ao trabalho de responder. Só confiar nos outros não dá certo; tem coisas que ele preferia fazer pessoalmente. Mas, por hora, era a vez dele aproveitar a vida...
Já estavam ali, não podiam deixar de experimentar a bebida local.
O interior do bar era mais espaçoso do que imaginavam. Nas paredes de pedra, luminárias antigas de ferro espalhavam uma luz quente, e nas longas mesas de madeira sentavam-se estrangeiros de cabelos loiros e olhos claros.
Assim que os três entraram, vários olhares curiosos se voltaram para eles; rostos do País Nascente eram raros por ali.
Natan, autoproclamado príncipe das baladas, achou fácil um canto e se acomodou em uma mesa redonda, pedindo bebidas em francês.
O garçom trouxe uma garrafa de vinho tinto de Bordeaux e algumas taças. Iris tomou um gole e torceu o nariz: "Que azedo!"
Natan riu: "Coxinha do interior, esse vinho é uma reserva da vinícola, uma garrafa custa mais do que você."


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