Jessica também achou aquilo estranho, por isso não impediu a atitude de Hugo.
Depois de um tempo, a pessoa que foi seguir o entregador voltou dizendo que o rapaz não tinha nada de anormal, era mesmo só um entregador comum.
Os dois então voltaram o olhar para o pacote.
"Será que tem algum problema com o pacote?" Hugo perguntou com cautela, pesando-o mais uma vez. "Está bem leve, não parece ter nada perigoso."
Jessica franziu a testa. "Vamos abrir para ver."
Hugo assentiu, tirou um canivete do bolso e cuidadosamente cortou a fita adesiva.
Ao abrir a caixa, não encontraram nenhuma bomba ou algo assustador, havia apenas um bilhete misterioso, no qual estava escrito:
[Hoje, ao meio-dia, venha sozinho à Igreja Maria, no centro histórico, senão eu vou atear fogo na Mansão Gomes. — Um amigo]
As pupilas de Jessica se contraíram de repente.
Hugo, depois de ler, amassou o bilhete em uma bola. "Ha, um truque tão tosco desses… Para mim, o sujeito não quer incendiar a Mansão Gomes, mas sim fazer você ir até lá, Jessica. Ele quer te pegar, não vá de jeito nenhum."
Jessica franziu ainda mais o cenho. "É claro que não vou. Isso é uma armadilha óbvia."
Hugo suspirou de alívio e acrescentou: "Vou mandar gente investigar a igreja antes, ver quem está por trás disso."
"Com certeza são pessoas da Família Castelo," afirmou Jessica, convicta. "Além deles, ninguém seria tão obcecado por aquele anel."
De repente, ela pareceu se lembrar de algo: "Aliás, onde estão Patrick e Clarice? O que eles estão fazendo?"
Hugo respondeu: "O pessoal que enviamos avisou de manhã que eles continuam no hospital se recuperando."
Jessica franziu levemente o sobrolho. "Tem certeza de que eles estão mesmo no hospital? Registro de internação pode ser falsificado. Aqueles irmãos não parecem gente tranquila."


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