"Você quer deixar os quatro pequenos aqui?" Jessica perguntou novamente, ainda incerta.
Sr. Castelo assentiu com a cabeça: "Exatamente."
Seu tom não admitia discussão; não parecia estar negociando, mas sim notificando.
A recusa de Jessica foi igualmente firme: "Não pode."
Sr. Castelo semicerrava os olhos: "Não se apresse em me recusar. Posso te dar dinheiro."
Jessica pensou que aquilo não tinha nada a ver com dinheiro; seus filhos não eram mercadorias, não poderiam ser avaliados por valores materiais.
"Ou você mesma pode propor as condições," Sr. Castelo continuou, trazendo consigo a arrogância típica de quem está acostumado a mandar, "contanto que eu possa cumprir, vou atender."
Jessica balançou a cabeça: "Não quero dinheiro, nem tenho condição alguma."
Assim que as palavras soaram, o ar no escritório pareceu congelar.
O rosto de Sr. Castelo escureceu de repente, seus dedos batiam inconscientemente na bengala.
Rawlsson, de pé ao lado, pensava consigo mesmo: será que ainda existe gente neste mundo que não quer dinheiro?
O que Sr. Castelo prometia dar era algo inalcançável para pessoas comuns em muitas gerações, nem mesmo a Família Gomes teria tal privilégio.
Ao perceber que a pressão no ambiente aumentava e Sr. Castelo estava prestes a perder a paciência, Rawlsson rapidamente se adiantou: "Então deixe dois, e você leva dois?"
Jessica manteve sua postura inabalável: "Não pode."
Rawlsson continuou tentando negociar: "Então, apenas um?"
Jessica virou-se e olhou diretamente para Sr. Castelo: "Avô, se o senhor gosta deles, posso prometer que trarei todos para visitá-lo no futuro, mas deixá-los aqui não é possível. Acredito que eles próprios também não aceitariam."


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