"Não recebe visitas?" Jessica franziu a testa e perguntou novamente: "Você disse a ela que era eu?"
A empregada manteve o rosto impassível: "Não importa quem seja, a Dona não deseja ver ninguém."
Jessica entendeu na hora: a velha senhora simplesmente não queria vê-la.
Antes de vir, ela até pensou em perguntar a Aurora se, ao longo desses anos, ainda havia algum sentimento por sua mãe. Na época, havia se recusado a permitir que a mãe se casasse com seu pai e ainda a castigara severamente. Será que algum dia sentira piedade ou arrependimento?
Mas agora, Jessica via que não precisava mais perguntar.
Porque Aurora já havia dado a resposta: naquele castelo, independentemente dos sentimentos, no fim todos se tornavam frios, até mesmo cruéis.
Assim como a avó e o avô – entre eles também não existia sentimento algum, quanto mais por uma filha "rebelde, que fugiu com um homem".
Ali, tudo seguia regras e normas estabelecidas; quem ousasse quebrá-las, era punido.
Talvez esse fosse o motivo pelo qual sua mãe, todos esses anos, nunca ousou nem quis voltar.
Quem aceitaria viver numa prisão sem sentimentos nem liberdade?
Depois de compreender isso, Jessica não se sentiu mais presa àquela situação. Olhou para a empregada e, com voz calma, disse: "Por favor, diga à Dona que minha mãe está bem e não precisa se preocupar."
A empregada respondeu: "Darei o recado."
Jessica assentiu e saiu do jardim de Aurora.
No caminho de volta, Jessica passou por uma fortaleza de pedra, de onde vinham sons de chicotadas e gritos lancinantes.
Ela pôde ouvir claramente o som do chicote rasgando carne, um barulho que gelava a espinha.
Jessica, sem conseguir se conter, acabou se aproximando da fortaleza.
Ao entrar, viu uma silhueta familiar de costas.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!