Entrar Via

Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 553

— E você se importaria?

O olhar de Leonardo era perfurante como gelo:

— Alguém como você sente remorso?

Fátima continuava sacudindo a cabeça, murmurando repetidamente que não acreditava. Porém, seu rosto ficava cada vez mais pálido, e um terror avassalador, misturado a uma angústia profunda, a devorou por dentro.

Ela olhou para as próprias mãos trêmulas, o corpo inteiro sacudindo descontroladamente.

Foram aquelas mesmas mãos que deram o preparado tóxico para o filho beber. Ela só queria uma desculpa para continuar perto dele; sentia que não lhe restavam outras alternativas.

Ela nunca quis prejudicá-lo de verdade.

Era o filho que ela carregou no ventre por nove meses!

Ele foi seu único pilar emocional nos momentos de maior dor e desespero.

Não era essa a intenção...

Fátima levantou o rosto para Leonardo, banhada em lágrimas:

— Leonardo, se ele está assim, precisa ainda mais da mãe! Me deixe cuidar dele, eu prometo que serei a melhor mãe do mundo. Eu juro que nunca mais o machucarei!

Mas Leonardo já havia esgotado toda a sua cota de paciência para as ladainhas dela. Ele sinalizou para o segurança ao lado e declarou:

— Você é a mãe dele, mas toda a dor que ele sofreu foi entregue pelas suas próprias mãos. Sendo assim, é justo que você prove do próprio veneno. Só assim poderá compreender o que ele passou.

Com essas palavras finais, ele deu as costas e caminhou em direção à saída.

O segurança, que aguardava o comando, segurou uma seringa e caminhou implacavelmente na direção de Fátima.

Ela se arrastou para trás, balançando a cabeça em desespero:

— Não, não! Você não pode fazer isso comigo, Leonardo! Fui eu quem salvou a sua vida no passado! Você não pode me tratar assim!

— Segurem-na.

Os outros guardas avançaram, imobilizando-a brutalmente contra o chão.

Fátima soltou um uivo de agonia, incapaz de se desvencilhar do peso dos homens. Ela sentiu a agulha perfurar a sua pele e o líquido invadir o seu sistema. Em meio ao pânico absoluto, percebeu que seu destino estava selado.

Um ódio denso e ardente transbordou pelos seus olhos. A culpa era toda deles!

...

Quando Leonardo retornou à mansão, deparou-se com Marcos já plenamente integrado ao ambiente familiar.

O menino estava sentado de frente para Patricia, e os dois jogavam uma partida de jogo de tabuleiro. A bisavó e o bisneto estavam compenetrados na brincadeira.

Mirela estava sentada no sofá ao lado, deslizando o dedo pela tela do celular, com um véu sutil de preocupação cobrindo seu rosto.

Naquele instante, o celular dele tocou. Ao verificar o nome na tela, atendeu de imediato:

— Alô?

Era Adilson ligando.

— Leonardo, estou praticamente recuperado. Tem alguma novidade sobre a Carla? Eu vou atrás dela.

A voz de Adilson estava carregada de uma urgência angustiante. Ter suportado aqueles oito dias de espera já havia sugado toda a sua paciência.

A expressão de Leonardo pesou, e ele respondeu em tom severo:

— Você está totalmente recuperado, mesmo?

— Sim, cem por cento. — garantiu Adilson com firmeza. — Se você souber de qualquer pista, me avise agora. Eu preciso trazê-la de volta.

Leonardo não hesitou:

— Vou mandar um dos meus homens aí para testar suas condições físicas. Se você realmente provar que está pronto, eu mesmo arrumo a sua viagem.

Adilson foi pego de surpresa e tentou argumentar:

— Não precisa de tudo isso. Eu conheço o meu corpo, sei dos meus limites.

— O assunto está encerrado. — cortou Leonardo de forma irredutível.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade