Oliver deu um chute sem a menor cerimônia em Adilson e gritou:
— Fala alguma coisa! Ficou mudo agora? Você não o chamava de irmão sempre que o encontrava? O que aconteceu hoje? Perdeu a voz, foi?
Adilson soltou um gemido abafado de dor, e só por esse som, Leonardo o reconheceu instantaneamente.
— Adilson Barbosa?
Adilson fechou os olhos com força, respirando pesadamente, e disse:
— Sou eu, Leonardo.
— Rá! E ainda tem a cara de pau de chamar de irmão? Quem foi que quase o esfaqueou até a morte agora há pouco? — Oliver explodiu de raiva, sentindo a necessidade incontrolável de xingar. Se não precisasse extrair algumas respostas, ele já teria espancado aquele ingrato ali mesmo.
A mão de Leonardo parou de massagear as têmporas. Uma expressão de choque genuíno surgiu em seu rosto. Sob a luz do quarto, sua pele parecia ainda mais pálida do que antes.
Mas, em questão de segundos, seu semblante voltou à calma habitual. Ele perguntou:
— Eu estive mandando pessoas atrás de você. Se você conseguiu voltar, por que não me procurou?
Adilson, com os olhos injetados de sangue e o rosto coberto de suor frio, as veias saltando na testa, cerrou os dentes e disse:
— Leonardo, eu te considerava um irmão. Por que você fez isso comigo?
A frase já saiu como uma acusação.
Oliver não deixou por menos:
— Que porra é essa que você tá falando? O que ele fez com você? Ele praticamente não enxerga mais, o que poderia ter feito contra você?
Leonardo apertou levemente a têmpora e disse com a voz cansada:
— O resto de vocês, saiam.
Os guarda-costas saíram em silêncio. No quarto, restaram apenas os quatro.
Adilson virou o pescoço de forma brusca para olhar para Oliver e disse:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...