Os mercenários avançavam passo a passo, mantendo a mira cravada nela com uma precisão mortal.
Sem um pingo de força, Mirela caiu de costas no chão. A dor excruciante em seu ombro esquerdo era insuportável. Ela forçou um sorriso melancólico e murmurou:
— Não precisava de tantas armas apontadas só para mim, não acham?
O homem que liderava o bando não desviou o olhar dela. Os outros permaneciam em alerta constante, vasculhando o perímetro por medo de uma emboscada surpresa.
Mirela ergueu os olhos e fitou o pedaço de céu que espreitava através da folhagem das árvores. Aquela talvez fosse a última vez que contemplaria a luz do dia.
Como era difícil aceitar esse fim.
— Pfft!
— Pfft! Pfft!
Justo quando ela fechou os olhos, resignada à morte iminente, estampidos abafados romperam o silêncio. Eram tiros de fuzis de precisão, equipados com silenciadores.
Por onde o laser vermelho cruzava, um corpo desabava pesadamente no chão.
Tudo aconteceu em uma fração de segundo!
Mirela arregalou os olhos, em choque. Ao ver os homens que a cercavam tombarem um por um, sua respiração acelerou vertiginosamente.
O líder, percebendo a reviravolta fatal, apontou a arma para a cabeça dela, preparado para puxar o gatilho.
Mas Mirela não o esperou. Ela usou o último resquício de força que tinha para rolar pelo chão!
As balas cravaram-se no gramado onde ela estava segundos antes!
Ela rodopiou repetidas vezes, ignorando a sensação do ombro esquerdo sendo rasgado pela dor, e encontrou abrigo atrás do tronco robusto de uma árvore velha.
A chama da esperança brilhou novamente em seus olhos!
Alguém viera resgatá-la!
Uma onda de esperança tomou conta dela. Mas no segundo seguinte, o sorriso morreu em seus lábios. Ela avistou outra pessoa se aproximando pelo flanco. Era mais um mercenário, parte do bando.
Antes que tivesse qualquer chance de reagir, o homem ergueu a arma e disparou diretamente contra seu peito.
— Bang!
O estrondo espantou o bando de pássaros que se ocultava nas copas das árvores. O rosto de Mirela contorceu-se em um horror paralisante e, lentamente, seus olhos se fecharam.
...
Os olhos de Nanto se arregalaram, incrédulos.
— E por que você não ficou com ela para protegê-la?!
— Entra no carro e mostra o caminho!
O rugido grave do homem no banco de trás transbordava um pânico e uma ansiedade incontroláveis.
Oliver não hesitou. Puxou a porta, entrou no veículo e começou a guiar Nanto pelo caminho que haviam feito.
Ao chegarem ao local do embate, a única coisa que viram foi o carro de Mirela, capotado e carbonizado à beira da rodovia.
Os outros veículos inimigos haviam evaporado. Oliver pulou do carro e foi o primeiro a correr para dentro da mata.
Refazendo a trilha por onde haviam escapado, a cena era dantesca: cadáveres espalhados entre os arbustos, e rastros de sangue salpicando folhas e ensopando a terra. Uma visão macabra que embrulhava o estômago.
Nanto ajudou Leonardo a caminhar pelo terreno acidentado. Os dois estavam pálidos como um papel, aterrorizados com o que podiam encontrar pela frente.
Quando chegaram ao ponto exato onde Oliver e Mirela haviam se separado, ele olhou em volta, o desespero tomando conta de sua feição.
— Foi aqui que me separei da Mirela. Naquela hora... ela viu quantos de nossos irmãos estavam no chão. Ela assumiu a culpa, e me ameaçou dizendo que seria alvo fácil para eles se eu não tirasse o resto do grupo daqui com vida...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...