— Bang!
Um homem tomou um tiro na cabeça e caiu estatelado na frente de Mirela. Seus olhos estavam arregalados; a palidez de seu rosto demonstrava o limite do terror!
Ela havia sido forçada a sair do carro. O veículo capotara e já começava a pegar fogo, enquanto os mercenários avançavam totalmente equipados e fortemente armados.
Suas mãos tremiam, exaustas pelos disparos contínuos.
Oliver soltou um palavrão entre dentes.
— Merda! Os mercenários que enviaram dessa vez são de elite, muito bem preparados. Aquela Débora não economizou recursos, ela te quer morta a qualquer custo.
A respiração de Mirela estava ofegante e pesada. Ela olhou para ele e disse:
— Oliver, não é hora para piadas. O que a gente faz agora?
Naquele momento, eles haviam se abrigado na floresta, mas a área de cobertura era muito pequena. Bombas de gás lacrimogêneo explodiam e a fumaça se espalhava pelo ar, fazendo os olhos arderem e lacrimejarem à menor aproximação.
Mirela, Oliver e os poucos guarda-costas restantes continuavam recuando.
O rosto de Oliver assumiu uma expressão sombria.
— Nossos atiradores de elite foram eliminados. Agora é lutar até a morte.
A respiração de Mirela falhou, e uma forte dor apertou seu peito. Ao ver a feição séria e tensa de Oliver, ela falou com a voz embargada:
— Oliver, fuja. Pegue os homens que restaram e vão embora.
Seus guarda-costas haviam sofrido baixas severas. Restavam apenas uns cinco ou seis homens ao redor deles.
Se continuassem ao lado dela, todos morreriam.
— Mirela, que tipo de besteira é essa? — Oliver virou a cabeça para encará-la e, num instante, abriu um sorriso audacioso. — A gente trabalha com isso. A morte faz parte do nosso trabalho, a gente já tá acostumado. Ganhamos bem, vivemos bem e não temos nada que nos prenda neste mundo. Nós não temos medo de morrer.
Como não ter medo?
Como alguém poderia simplesmente não se importar com a própria vida?
Mirela sentiu um nó na garganta e retrucou com firmeza:
— Vão embora! Se vocês não fugirem, eu saio do esconderijo e atraio a atenção deles para mim!
— Você...!
Oliver jamais imaginou que ela diria algo assim. Ao olhar nos olhos determinados dela, ele soube que ela realmente seria capaz de cumprir a ameaça.
O rosto de Mirela estava manchado de sangue. A mão que segurava a arma tremia de leve, e todo o seu corpo estava tensionado ao máximo, no limite do esgotamento.
Ela havia sido descoberta!
Mirela girou o corpo num reflexo rápido, buscando um novo ponto cego, sem se importar que os galhos rasgassem a pele do seu rosto.
— Achei ela.
Naquele instante, a voz de um dos mercenários ecoou não muito longe, às suas costas. O corpo dela congelou.
Sentiu instintivamente que a mira a laser já repousava sobre si e que, no segundo seguinte, sua cabeça explodiria.
Mirela trincou os dentes, ergueu o braço num rompante e atirou!
— Bang!
O movimento brusco fez com que o atirador inimigo errasse o disparo fatal. A bala não acertou a cabeça, mas perfurou seu ombro esquerdo. Uma dor lancinante e paralisante invadiu seu corpo de imediato, e ela desabou no chão!
Ela viu várias silhuetas com roupas camufladas se aproximando, todas com os canos das armas apontados para ela. Um dos homens até segurava um celular, gravando toda a cena.
O ombro esquerdo latejava de dor, e a sensação de agonia se espalhava por todo o braço. Ela tremia incontrolavelmente, sem forças para sequer tentar se arrastar para cima.
Ela havia perdido.
Iria morrer ali.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...