Alana acordou com os olhos inchados e a cabeça latejando. Não sabia dizer se era consequência do vinho da noite anterior, das horas chorando no banheiro ou simplesmente do peso que carregava no peito desde a discussão com Enzo.
Permaneceu deitada por alguns segundos encarando o teto antes de pegar o celular sobre o criado-mudo.
Nenhuma mensagem.
Nenhum bom dia.
Nenhum áudio.
Nada.
E aquilo doeu mais do que deveria.
Ou talvez exatamente o quanto deveria.
Durante semanas tinha se acostumado com a presença dele nos pequenos detalhes do dia. Uma mensagem pela manhã. Uma foto aleatória. Uma reclamação sobre algum fornecedor do restaurante. Qualquer coisa.
Agora havia apenas silêncio.
Um silêncio cruel.
Alana se levantou devagar e seguiu para o banheiro. Tomou um banho gelado tentando despertar, tentando colocar os pensamentos em ordem, mas sem muito sucesso. Depois preparou um café sem açúcar e bebeu em silêncio na cozinha enquanto observava a cidade pela janela.
O gosto parecia amargo demais.
Mas talvez não fosse culpa do café.
O restante da manhã foi uma tentativa frustrada de voltar à rotina.
Trabalho.
Documentos.
Prazos.
Processos.
Tudo continuava exatamente igual.
Menos ela.
Sofia percebeu quase imediatamente.
Mas, para sua sorte, não insistiu.
Pelo menos não naquele momento.
As meninas passaram boa parte da manhã tentando distraí-la pelo grupo de mensagens. Emma enviava memes. Nathalia contava fofocas do escritório. Laís mandava áudios absurdamente longos sobre assuntos que ninguém tinha perguntado.
Alana respondia quando conseguia.
Quando lembrava.
Quando tinha energia.
Pouco antes do almoço, Emma apareceu no escritório carregando uma bandeja com cafés.
Como se tivesse sido convocada oficialmente para uma missão de resgate emocional.
Alguns minutos depois, as três estavam na sala de Sofia tomando café e tentando conversar sobre qualquer assunto que não envolvesse Enzo.
Falhando miseravelmente.
Porque tudo lembrava ele.
Tudo.
Até o café.
Alana percebeu no primeiro gole.
Conhecia aquele sabor.
Aquela torra.
Aquela marca.
Sabia exatamente de onde tinha vindo.
E isso fez seu peito apertar novamente.
Sofia observou a amiga em silêncio durante alguns segundos antes de finalmente fazer a pergunta que vinha evitando desde cedo.
— Você ama ele?
Alana não demorou para responder.
Porque, naquele ponto, negar seria apenas perda de tempo.
— Amo.
O silêncio tomou conta da sala por alguns segundos.
Emma abaixou os olhos para o próprio copo.
Sofia suspirou.
Então falou:
— A gente sabe que ele ama você.
Alana soltou uma pequena risada sem humor.
— Então por que parece que acabou?
Sofia e Emma trocaram um olhar rápido.
Mas nenhuma respondeu.
Porque nenhuma delas tinha essa resposta.
E talvez esse fosse justamente o problema.
O restante da tarde passou devagar.
Arrastado.
Pesado.
Quando o relógio se aproximava das três horas, o telefone da mesa tocou.
Alana atendeu distraidamente.
Era a recepção.
— Alana? Tem um motoboy aqui. Tem uma encomenda para você.
Ela franziu a testa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...