A volta de Toulon foi diferente.
Não ruim.
Muito longe disso.
Mas diferente.
O silêncio dentro do carro já não parecia apenas confortável. Agora existia alguma coisa misturada nele.
Tensão.
Pensamento demais.
E um incômodo que Alana ainda não sabia explicar direito.
Ou talvez soubesse.
Só não queria admitir.
Ela observava a estrada pela janela enquanto o celular de Enzo vibrava novamente sobre o painel.
Ele nem pegou dessa vez.
Mas o estrago já estava feito desde a cafeteria.
Porque a imagem dele sorrindo para uma mensagem que ela não conhecia continuava presa na cabeça dela de forma irritante.
Enzo lançou um olhar discreto para ela antes de voltar atenção para estrada.
E percebeu.
Alguma coisa tinha mudado.
Alana estava mais quieta.
Menos espontânea.
Menos leve.
Ele segurou o volante com uma mão antes de perguntar:
— Você ficou estranha depois da cafeteria.
Alana virou o rosto imediatamente.
— Impressão sua.
Enzo soltou uma pequena risada nasal.
Porque claramente não era.
Mas, diferente do normal, ele não pressionou.
Ficou em silêncio por alguns segundos antes de diminuir a velocidade ao parar em um sinal.
— Tá brava comigo?
Aquilo pegou Alana desprevenida.
Ela olhou para ele rapidamente.
Porque a pergunta saiu sincera.
Quase… preocupada.
— Não.
Enzo assentiu devagar.
Mas claramente não acreditou muito.
O restante do caminho continuou entre pequenas conversas e silêncios ocasionais.
Só que agora Alana percebia uma coisa perigosa.
Gostava quando ele prestava atenção nela.
Gostava quando ele percebia mudanças pequenas no humor dela.
E isso só piorava tudo.
Quando finalmente chegaram ao prédio dela, Enzo estacionou calmamente antes de desligar o carro.
O silêncio voltou imediatamente.
Mas dessa vez não parecia desconfortável.
Parecia expectativa.
Alana brincava distraidamente com os dedos sobre o colo antes de criar coragem para perguntar:
— Depois do expediente hoje… você tem algum compromisso?
Enzo virou o rosto lentamente para ela.
— Não.
O canto da boca dele subiu devagar.
— É cama.
Ela acabou rindo baixo.
Então respirou fundo antes de falar:
— Aceitaria vinho e conversas bestas?
Os olhos dele escureceram discretamente.
Porque aquilo definitivamente não parecia apenas um convite inocente.
— Acho que consigo aguentar.
O coração dela bateu errado na mesma hora.
Ridículo.
Completamente ridículo.
Enzo soltou o cinto dele primeiro.
Depois inclinou-se na direção dela devagar.
Perto demais.
O cheiro dele bagunçou completamente a capacidade racional de Alana outra vez.
Ela prendeu a respiração automaticamente quando ele puxou o cinto dela também.
O clique soou absurdamente íntimo dentro do carro silencioso.
Os dois ficaram próximos por tempo demais.
Os olhos dela desceram involuntariamente para a boca dele.
Enzo percebeu.
Claro que percebeu.
E então a mão dele subiu lentamente até o rosto dela, afastando uma mecha de cabelo atrás da orelha antes de aproximar-se ainda mais.
O beijo aconteceu devagar.
Calmo.
Mas intenso.
Como se os dois já estivessem começando a sentir coisas profundas demais para admitir em voz alta.
Alana correspondeu imediatamente, segurando a camisa dele sem perceber.
E aquilo mexeu ainda mais com Enzo.
Porque ela sempre parecia sentir tudo de verdade.
Sem jogos naquele momento.
Sem personagem.
Só ela.
Quando o beijo terminou, os dois demoraram alguns segundos para se afastar.
A respiração dela ainda estava descompassada.
E Enzo continuava perto demais.
— Até mais tarde? — ele perguntou baixo.
Alana apenas assentiu.
Porque sinceramente?
Já não confiava muito na própria voz perto daquele homem.
Enzo passou em casa apenas para um banho rápido antes de seguir para o apartamento da irmã.
Sábado na casa de Emma normalmente significava almoço em família, bagunça e Thiago falando besteira o suficiente para irritar metade da humanidade.
E sinceramente?
Ele gostava daquilo.
Principalmente porque tinha Jade.
Sua sobrinha.
A pequena garotinha de poucos meses que inexplicavelmente conseguia desmontar qualquer estresse dele apenas sorrindo.
Assim que estacionou, subiu tranquilamente e apertou a campainha.
Segundos depois, Thiago abriu a porta.
— E aí, cunhadão.
Enzo riu enquanto cumprimentava ele com um toque de mãos.
— Sobrevivendo a minha irmã?
— Por enquanto.
Os dois entraram ainda rindo, e logo Enzo avistou Emma sentada no sofá com Jade no colo.
O rosto dele suavizou imediatamente.
— Oi, maninha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...