A corrida durou muito menos do que Alana imaginava.
Talvez porque Enzo diminuísse o ritmo sempre que percebia ela prestes a morrer discretamente.
Ou talvez porque conversar com ele deixasse tudo mais leve.
Mesmo ofegante, reclamando da areia e ameaçando processar qualquer pessoa que tivesse inventado exercício físico, Alana acabou se divertindo mais do que gostaria de admitir.
E Enzo percebeu isso o tempo inteiro.
Percebeu nos sorrisos espontâneos.
Nas provocações.
E principalmente na forma como ela começava a relaxar perto dele sem nem perceber.
Quando finalmente pararam perto do calçadão, Alana apoiou as mãos nos joelhos tentando recuperar o fôlego.
— Isso definitivamente não é normal.
Enzo riu enquanto entregava uma garrafinha de água para ela.
— Você sobreviveu.
— Por pouco.
Ela tomou água rapidamente antes de apontar um dedo acusador.
— E se eu perder as pernas amanhã, a culpa é sua.
— Dramática.
— Realista.
Enzo soltou uma risada baixa enquanto observava o vento bagunçar algumas mechas soltas do cabelo dela.
Bonita.
Ela ficava perigosamente bonita sem esforço nenhum.
— Vem comigo — falou de repente.
Alana ergueu uma sobrancelha.
— Você vai me sequestrar depois da corrida?
— Depende. Você aceitaria café como recompensa?
Ela fingiu pensar por dois segundos.
— Acho que consigo negociar.
Poucos minutos depois, Enzo estacionou em uma rua mais tranquila próxima da praia.
Alana saiu do carro observando o pequeno prédio à frente.
E ficou imediatamente sem reação.
Porque não era apenas uma cafeteria.
Era uma cafeteria dentro de uma livraria.
O cheiro de café misturado com livros invadiu o ambiente assim que entraram, e os olhos dela literalmente brilharam.
Enzo percebeu na mesma hora.
Claro que percebeu.
— Meu Deus… — Alana girou devagar observando as estantes. — Isso aqui existe mesmo?
O sorriso dele apareceu automático.
— Existe.
Ela caminhou lentamente entre os livros como uma criança entrando na Disney.
Passava os dedos pelas lombadas.
Lia títulos.
Pegava alguns exemplares só pra olhar.
E Enzo simplesmente ficou observando.
Porque nunca tinha visto alguém ficar genuinamente feliz daquele jeito por causa de livros.
— Tá rindo de quê? — Alana perguntou ao perceber o olhar dele.
Enzo aproximou-se devagar.
— De você.
— Muito engraçado.
— Você fica empolgada igual criança em loja de brinquedo.
Ela abriu a boca indignada.
— Isso aqui é muito melhor que loja de brinquedo.
— Percebi.
Alana puxou um livro da estante antes de olhar para ele desconfiada.
— Espera… como você sabia que eu ia gostar disso?
Enzo deu de ombros com falsa tranquilidade.
— Você falou sobre livros umas quinze vezes no nosso primeiro encontro.
Ela piscou lentamente.
Porque aquilo significava que ele tinha prestado atenção.
De verdade.
E aquilo mexeu com ela mais do que deveria.
Tentando ignorar o pequeno caos emocional dentro do peito, caminhou até a cafeteria no segundo andar da livraria junto com ele.
O lugar era aconchegante, cheio de luz natural e cheiro de café recém-passado.
Perfeito demais.
Enquanto esperavam os pedidos, Alana continuava olhando ao redor encantada.
— Acho que eu moraria aqui facilmente.
Enzo apoiou o braço na mesa observando-a com atenção.
— Eu imaginei.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...