O celular começou a tocar tão cedo que Alana teve vontade de ignorar por puro ódio.
Enterrou o rosto no travesseiro por alguns segundos antes de finalmente procurar o aparelho perdido no meio da cama.
Domingo.
Cedíssimo.
Aquilo definitivamente não era normal.
Ela atendeu ainda sonolenta, com a voz rouca de quem claramente deveria continuar dormindo.
— Alô… espero que isso seja urgente.
Do outro lado da linha, a voz masculina surgiu imediatamente.
— Se não for, corro risco de morte?
O sorriso dele era praticamente audível.
Alana abriu os olhos na mesma hora.
Sentando rápido na cama.
— Enzo?
— Pensei em tomarmos café juntos… mas pelo jeito você ainda está na cama.
Ela afastou o celular apenas para olhar o relógio sobre a cabeceira.
Sete e meia da manhã.
Num domingo.
Alana voltou o aparelho lentamente para o ouvido.
— Por que sete e meia de um domingo você está acordado?
Enzo riu baixo.
— Eu pratico corrida. Acabei de sair de uma prova de trinta quilômetros.
Silêncio.
Então Alana falou com sincera indignação:
— Minha Nossa Senhora da preguiça… trinta quilômetros?
A gargalhada dele ficou ainda mais evidente.
— pouco até.
— Se fosse pra correr tudo isso eu preferia falecer no início da prova.
Enzo começou a rir de verdade do outro lado da linha.
E aquilo fez Alana sorrir automaticamente mesmo ainda descabelada e enterrada na cama.
— Certo. Então nunca te convido pra correr. Anotado.
— Inteligente da sua parte.
Ela se espreguiçou devagar antes de apoiar a cabeça na cabeceira.
— Mas… nós vamos tomar café onde?
— Pensei em uma cafeteria perto do parque. Posso passar pra te buscar.
Alana mordeu o canto do lábio tentando esconder de si mesma o quanto gostava da naturalidade com que aquilo estava acontecendo.
Porque parecia simples.
Leve.
Como se eles já tivessem criado uma rotina sem perceber.
— Tudo bem. Já estou acordada mesmo. Se fosse pra correr eu voltava a dormir, mas pra comer eu faço esforço.
Do outro lado da linha era possível ouvir Enzo rindo outra vez.
— Você é honestamente a mulher mais sincera que eu conheço.
— E a mais cansada também.
— Me manda seu endereço então.
— Certo.
— Até já, Alana.
A voz saiu mais baixa no final.
Mais íntima.
Ela sentiu o coração aquecer de forma perigosamente.
— Até já.
Mas antes que qualquer um desligasse, uma voz feminina surgiu ao fundo:
— Oi, bonitão.
Alana ficou imóvel na mesma hora.
Do outro lado da linha, Enzo respondeu imediatamente:
— Eduarda… vou acha que está me seguindo agora.
E então a ligação encerrou.
Alana demorou mais tempo do que deveria escolhendo uma roupa simples para um café da manhã.
Ridículo.
Porque era só café.
Só Enzo.
Só um homem absurdamente bonito que já estava começando a bagunçar sua sanidade emocional.
Quando finalmente terminou de se arrumar, respirou fundo antes de descer para a portaria do prédio.
E foi exatamente quando saiu para a rua que o viu.
Enzo estava encostado no carro preto, usando uma camiseta escura colada no corpo e uma bermuda esportiva. O cabelo parecia levemente úmido, e a luz da manhã deixava tudo ainda pior para a estabilidade emocional dela.
Porque aquele homem deveria ser proibido antes das oito da manhã.
Assim que a viu, Enzo abriu um sorriso automático.
E os olhos dele desceram rapidamente pelo corpo dela antes de voltar para seu rosto.
— Bom dia.
A voz saiu rouca.
Alana aproximou-se tentando ignorar o pequeno estrago que a visão dele tinha causado dentro dela.
— Você realmente correu trinta quilômetros?
— Sim.
— Voluntariamente?
Enzo riu enquanto abria a porta do carro para ela.
— Você me olha como se eu tivesse problemas psicológicos.
— Talvez tenha mesmo.
Ela entrou no carro ainda sorrindo, mas o sorriso vacilou discretamente no instante em que ele ocupou o banco do motorista logo depois.
Porque agora estava perto demais.
E o cheiro dele atingiu Alana imediatamente.
Cheiro de banho rápido depois da corrida misturado com suor masculino e perfume.
Um cheiro perigosamente masculino.
Quente.
Íntimo.
Ela virou o rosto rapidamente para a janela antes que ele percebesse qualquer coisa.
Falhando miseravelmente.
Porque Enzo percebeu.
Claro que percebeu.
O sorriso aumentou discretamente enquanto ligava o carro.
— Você tá me analisando demais hoje.
Alana cruzou os braços tentando manter a postura.
— Estou tentando entender como alguém acorda feliz depois de correr uma maratona.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...