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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 550

O celular ainda vibrava na mão de Alana quando ela finalmente conseguiu recuperar a própria respiração. Porque, honestamente, aquele quase beijo tinha bagunçado completamente sua capacidade de raciocinar.

Ela limpou discretamente o canto da boca antes de atender, afastando-se alguns passos da bancada enquanto tentava parecer minimamente normal.

— Alô?

Do outro lado da linha, Sofia falou imediatamente assim que ouviu sua voz:

— Por que eu preciso te ligar em trinta minutos? O que você aprontou?

Alana fechou os olhos por um segundo antes de responder:

— Eu estou ocupada em um compromisso pessoal, mas… — lançou um olhar rápido para Enzo antes de abaixar a voz — se não tiver mais ninguém para resolver, tudo bem. Eu vou.

Houve um breve silêncio do outro lado da linha.

Então Sofia perguntou lentamente:

— Você bebeu?

Outro segundo em silêncio foi suficiente para tudo fazer sentido.

— Meu Deus… você está tentando fugir do Enzo.

A gargalhada de Sofia foi tão alta que Alana precisou afastar o celular do ouvido.

— Ah, agora eu entendi tudo.

Alana passou a mão no rosto, derrotada.

— Ok. Tudo bem. Estou indo. Em vinte… no máximo trinta minutos chego aí.

Sofia continuava rindo.

— Eu não quero nenhuma fugitiva dentro da minha casa não.

— Até já.

— Covarde!

Alana desligou antes que a amiga piorasse ainda mais a situação. Respirou fundo e tentou organizar os pensamentos.

Falhou miseravelmente.

Porque quando voltou a se aproximar da bancada, encontrou Enzo encostado nela observando-a atentamente, como se estivesse tentando entender exatamente o que tinha acabado de acontecer entre os dois.

— Desculpa… vou precisar ir — falou tentando soar normal. — O dever me chama.

Enzo sustentou o olhar dela por alguns segundos antes de responder:

— Uma pena.

A voz saiu baixa. Perigosa.

— Eu estava gostando de dividir a sobremesa.

O coração de Alana tropeçou ridiculamente outra vez.

Ela abriu um pequeno sorriso.

— Eu adorei o jantar.

Enzo aproximou-se devagar. Devagar demais. Até deixar apenas poucos centímetros de distância entre os dois.

O ar ficou pesado instantaneamente.

— Alana… você não está fugindo, está?

A pergunta fez ela prender a respiração.

— Fugindo de quê?

Enzo segurou sua cintura com uma mão enquanto a outra subia lentamente até seu pescoço. O toque quente fez o corpo dela inteiro arrepiar antes que ele a guiasse suavemente até encostá-la na bancada atrás de si.

— Disso — respondeu perto demais do ouvido dela, com a voz rouca.

Alana tinha certeza de que dava para ouvir seu coração batendo.

Porque ela conseguia.

— Não estou fugindo de nada — respondeu, mas a própria voz saiu baixa e sem firmeza.

Mentira.

Ela estava fugindo exatamente daquilo. Da forma como ele olhava para ela. Da tensão. Do desejo.

E principalmente da sensação perigosamente boa de estar começando a baixar a guarda.

Antes que perdesse completamente o controle, Alana escapou rapidamente por baixo do braço dele, afastando-se alguns passos.

— Eu preciso ir antes que isso saia do meu controle.

E então saiu quase rápido demais da cozinha.

Enzo ficou parado observando-a atravessar o restaurante vazio, com a respiração pesada, o maxilar travado e um sorriso incrédulo aparecendo lentamente no rosto.

Porque nenhuma mulher fugia dele.

Nenhuma.

Mas Alana Duarte parecia empenhada em fazer exatamente isso.

Ela pegou a bolsa quase correndo e atravessou a saída do restaurante apressada demais para perceber uma mulher loira tentando entrar no mesmo instante.

Os ombros bateram com força suficiente para fazer as duas recuarem um passo.

— Olha por onde anda — a loira falou automaticamente.

Alana respirou fundo tentando recuperar o fôlego.

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