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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 309

O apartamento estava silencioso.

Silêncio de madrugada cansada.

Silêncio de dois corpos que se amam, mas não conseguem se encontrar.

A água do banho de Sofia ainda escorria pelas costas quando ela se enrolou na toalha.

Os cabelos ruivos desciam pesados, úmidos, colando na pele quente.

Ela respirou fundo diante do espelho.

O reflexo não mostrava a Sofia de antes.

Mostrava uma mulher que tinha enfrentado o inferno…

e voltado viva.

Uma mulher que sabia o que queria.

E naquele momento, ela queria Thomas.

Saiu do banheiro devagar.

Pé por pé.

Coração acelerado.

As luzes do apartamento estavam baixas.

A porta do escritório entreaberta.

O som do mundo parecia preso no ar.

Ela empurrou a porta.

Thomas estava de pé, de costas, encarando a cidade pela janela.

O rosto dele refletido no vidro — cansado, tenso, dividido.

O maxilar trincado.

As mãos nos bolsos para não tremer.

Parecia que estava lutando contra algo dentro dele.

Algo grande.

— Thomas… — a voz de Sofia saiu baixa, rouca, como um arrepio.

Ele não se virou imediatamente.

Apenas fechou os olhos.

Como se o nome dela fosse uma dor.

Sofia deu dois passos.

Depois mais um.

Quando estava próxima o bastante para sentir o calor das costas dele…

— Thomas, eu tô com saudade.

Ele se virou.

Devagar.

E parou.

A toalha.

Os cabelos ruivos soltos, ainda molhados.

A pele brilhando por causa do vapor do banho.

Os olhos dela — fortes, seguros, decididos.

E Sofia… puxou a toalha.

Soltou.

A toalha deslizou pelo corpo dela e caiu no chão como um convite.

O ar sumiu dos pulmões dele.

Thomas deu um passo para trás, como se tivesse levado um tiro.

— Sofia… não. — a voz dele falhou. — Você passou por muita coisa… eu não quero te machucar. Eu… eu não posso…

Ela deu um passo à frente.

Depois outro.

Sem vergonha.

Sem medo.

Com a certeza de quem sabe a própria força.

— Thomas. — ela disse firme. — Eu não quebrei. Eu confio em você. E eu não vou viver fugindo do que eu quero.

Ele piscou, tenso, como se o corpo inteiro estivesse travando.

Sofia tocou o peito dele.

Um dedo.

Depois a palma inteira.

Sentiu o coração dele disparado.

— Eu quero você.

— Eu quero me sentir viva de novo.

— Com você.

Thomas fechou os olhos.

O corpo todo dele tremia — não de medo, mas de puro autocontrole.

— Sofia… — ele recuou meio passo, a voz rouca — não faz isso comigo… eu tô no meu limite.

Ela subiu a mão para o rosto dele.

Tocou a barba.

A linha da mandíbula.

A boca.

E então encostou os lábios no pescoço dele.

Bem devagar.

Thomas ficou rígido.

— Sofia…

Ela mordeu de leve o queixo dele.

— Me olha.

Ele abriu os olhos.

E a cena matou qualquer resto de resistência.

A mulher nua na frente dele.

Ruiva.

Linda.

Viva.

Forte.

Transformada.

Não havia medo nos olhos dela.

Só desejo.

E amor.

E foi aí que Thomas finalmente quebrou —

e a agarrou como se tivesse esperado aquilo desde o primeiro dia.

Ele agarrou a cintura dela.

Puxou Sofia com força contra o próprio corpo.

O beijo veio como um incêndio — urgente, quente, desesperado.

As mãos dele deslizaram pelas costas dela, pelos quadris, subiram para os cabelos molhados.

Ele virou o corpo dela e pressionou Sofia contra a parede do escritório.

Depois contra a mesa.

Depois para o pequeno sofá.

O mundo sumiu.

Os papéis caíram no chão.

A caneta rolou.

O computador bateu a tela.

Thomas murmurava contra o pescoço dela:

— Eu sonhei com isso.

— Com você viva.

— Com você aqui.

— Com a sua pele.

— Com a sua voz.

Sofia segurou o rosto dele com as duas mãos.

— Então para de fugir de mim.

— Thomas… por favor… — ela sussurrou.

Ele segurou o pescoço dela com carinho firme — sem machucar, só domínio.

Sofia gemeu mais forte.

— Desse jeito, meu amor? — ele murmurou contra o ouvido dela.

— Desse jeito. Sempre assim.

Thomas ajudava Sofia a descer e subir.

Ela acelerou.

Beijou o pescoço.

A boca.

O queixo.

Os ombros.

— Você é minha.

— Sou. Sempre fui.

Quando o corpo dela começou a tremer, ele segurou a cintura e a puxou até o limite.

— Olha pra mim enquanto goza.

Sofia obedeceu.

O prazer tomou o corpo dela inteiro.

Thomas acompanhou segundos depois, mordendo o ombro dela, segurando o corpo dela colado ao dele enquanto o mundo explodia.

Os dois ficaram ofegantes, suados, colados, respirando um dentro do outro.

Silêncio.

Quente.

Denso.

Vivo.

Thomas passou a mão no cabelo ruivo dela como quem segura o próprio fôlego.

— Vem comigo.

Ele a levantou no colo.

E os dois foram para o banheiro.

A água quente caiu nos corpos.

Thomas encostou Sofia na parede de azulejo, beijando cada parte dela com devoção e fome.

Eles fizeram amor de novo.

Dessa vez lento.

Quente.

Intenso.

Como se cada movimento fosse um pedido de perdão que nenhum dos dois sabia colocar em palavras.

Ele a segurava como se fosse perder.

Ela o abraçava como se nunca fosse soltar.

Quando finalmente voltaram para o quarto, Thomas puxou ela para deitar sobre o peito dele.

A respiração dele estava pesada.

A dela tranquila.

Ele beijou o topo da cabeça dela.

— Eu sonhei com esse cheiro… — ele murmurou. — Eu estava com saudade.

Sofia sorriu contra o peito dele.

— Eu tô aqui, Thomas.

— Eu sei. — ele apertou o abraço. — E eu não vou te perder de novo. Nunca.

Sofia fechou os olhos.

Thomas também.

E os dois dormiram assim:

entrelaçados, exaustos, inteiros, renascidos.

A tempestade estava longe de acabar.

Mas aquela noite…

Foi deles.

Por inteiro.

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