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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 289

A manhã seguinte não chegou — ela aconteceu devagar.

Como se o mundo tivesse decidido andar no ritmo deles.

A luz filtrava pelas cortinas claras, suave, dourada, e o quarto ainda guardava o cheiro da noite anterior: vela, perfume, vinho… e Thomas.

Sofia despertou antes dele.

Ou achou que tinha despertado — até perceber que Thomas já estava em pé, vestindo a camisa preta, arma na cintura, e observando ela pelo reflexo do espelho.

Não com pressa.

Não com distância.

Com aquele olhar dele que parecia dizer:

“Você é minha primeira paz do dia.”

— Bom dia, ruivinha. — ele disse sem virar totalmente, mas sorrindo de canto.

Sofia esticou o corpo na cama, ainda enrolada no lençol.

— Bom dia… namorado.

Thomas travou a fivela do coldre… e parou.

Devagar.

Como se a palavra tivesse entrado direto na espinha dele.

Ele virou de frente pra ela.

— Fala de novo. — pediu, a voz baixa, rouca.

Sofia riu.

— Namorado.

Thomas caminhou até a cama, ajoelhou um pouco, segurou o queixo dela com o polegar e o indicador.

— Eu esperava isso… mas não sabia que ia soar tão certo assim.

Ele beijou a boca dela devagar, como quem saboreia algo raro.

Depois deslizou os lábios pela mandíbula dela até o pescoço.

— Dormiu bem? — perguntou entre um beijo e outro.

Sofia arrepiou inteira.

— Melhor do que merece qualquer ser humano. — ela respondeu rindo baixinho.

Ele riu contra a pele dela e se afastou só o suficiente para olhar nos olhos dela.

— Hoje eu tenho plantão. Longo. — disse com sinceridade. — Mas eu vou te mandar mensagem. E se você precisar de mim… qualquer coisa… você liga. Entendeu?

Ela assentiu, mesmo com o coração apertando daquele jeitinho que só ele causava.

Thomas levantou, pegou a carteira, as chaves e ajustou a camisa.

Mas antes de sair, parou na porta.

Por três segundos.

De costas.

Respirando fundo.

Sofia percebeu.

— Thomas? — chamou, sentando na cama. — Tá tudo bem?

Ele virou apenas o suficiente para que ela visse os olhos, escuros, sérios… mas carinhosos.

— Tá. — respondeu. — Só tem muita gente envolvida nesse caso. Gente grande. Gente suja. E quando tem dinheiro e poder demais… sempre aparece alguém achando que pode mexer onde não deve.

Sofia prendeu a respiração.

Ele continuou:

— Mas isso é comigo. — a voz firme, segura, quase um voto silencioso. — Com você… nada muda.

Ela não insistiu.

Mas sentiu.

Sentiu que algo estava por vir.

Thomas voltou até ela, segurou seu rosto com as duas mãos e beijou a testa.

— Primeiro dia de namorada oficial. — murmurou. — Aproveita por mim.

Ela sorriu.

— Volta pra mim hoje?

Ele sorriu devagar, aquele sorriso que ela aprendia a amar mais a cada hora.

— Sempre volto pra você.

Thomas saiu.

E o apartamento ficou vazio.

Mas não silencioso.

Porque o peito dela ainda pulsava o nome dele.

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Na delegacia

Thomas revisava os laudos, caneta batendo no papel.

Bruna entrou com duas pastas.

— Temos movimentação nova no caso Carla. Um restaurante que ela frequentava foi fechado ontem à noite. Algo estranho no registro financeiro.

Thomas ergueu o olhar.

— Estranho como?

Bruna abriu a pasta e mostrou:

— Dinheiro entrando… mas ninguém consumiu nada.

Lavagem.

Thomas assentiu devagar.

— Vou pedir mandato e assim que sair iremos bater lá

Bruna analisou o rosto dele.

— Você tá… tenso.

Thomas respirou fundo.

— Intuição.

E minha intuição nunca erra.

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Num bairro simples, quase sem movimento, uma mulher fechava o notebook.

Batom vermelho.

Casaco marrom claro.

Cabelo preso de forma impecável.

Anéis dourados.

Linda.

Perigosa.

E invisível aos olhos comuns.

Ela terminou de ouvir a gravação no fone e sorriu torto.

— Então o policialzinho está indo longe demais… — murmurou, fechando o laptop.

Um celular tocou.

Ela atendeu sem olhar o identificador.

— Fala.

Uma voz masculina respondeu.

Muita fofoca acumulada.

E Sofia mal conseguia conter a felicidade.

Elas escolheram uma mesa na varanda e se sentaram, já sorrindo antes mesmo de o garçom aparecer.

Laís apoiou o queixo nas mãos:

— Me diz, Eloise… os enjoos melhoraram?

Eloise revirou os olhos.

— De manhã ainda é um inferno. Mas logo passa.

Nathalia suspirou dramática:

— Também pudera. Ele ou ela já sabe que é herdeiro do grupo Monteiro. Não tem motivo pra acordar cedo com bom humor.

A mesa inteira explodiu em risadas.

Sofia mordeu o lábio, tímida, e ajeitou o guardanapo no colo.

— Meninas… — chamou, baixinho. — Eu tenho uma novidade.

As quatro viraram ao mesmo tempo, como cena ensaiada.

Emma arregalou os olhos.

— Não brinca que o nosso grupinho vai ganhar mais um mascote?!

Eloise já colocou a mão no peito.

— Ai meu Deus… Sofia…

Sofia riu, corada.

— Não, suas doidas.

Mas… estou oficialmente namorando o Thomas.

O restaurante INTEIRO pareceu reagir junto com elas.

Gritos, mãos batendo na mesa, risadas.

Nathalia bateu palmas.

— A ruivinha conseguiu derreter o coração de GELO do policial mais fechado da cidade!

Eu sempre disse que esse homem ia cair por você.

Eloise puxou Sofia pra um abraço desengonçado.

Laís quase derrubou o copo de água de tanto rir.

Era felicidade pura.

Leve.

Inocente.

Doce.

Mas…

No balcão, perto da entrada…

Um homem observava a mesa com atenção demais.

Ele tinha um moletom preto e uma cicatriz fina atravessando a sobrancelha — detalhe pequeno, mas suficiente para Sofia lembrar depois.

O olhar dele seguia cada movimento dela…

Olhar fixo.

Postura tensa.

Não tocava a bebida.

Não piscava.

E quando Sofia riu alto — aquela risada que Thomas adorava — o olhar dele acompanhou cada movimento dela.

Como alguém que reconhece um alvo.

Ou alguém que tem uma ordem a cumprir.

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