A noite já caía quando Thomas estacionou a Hilux diante do portão do hotel fazenda.
As luzes aconchegantes refletiam no lago e a brisa trazia cheiro de madeira e silêncio.
Sofia olhou ao redor, confusa.
— Onde… onde a gente tá?
Thomas desligou o motor, virou o corpo para ela e deu aquele sorriso que desmontava tudo dentro dela.
— Vem, ruivinha.
Hoje é por minha conta.
Ela engoliu seco.
Ele desceu, abriu a porta para ela e estendeu a mão.
— Confia em mim?
Sofia colocou a mão na dele.
— Sempre.
Thomas sorriu como quem esperava exatamente essa resposta.
Ele a guiou até a entrada da cabana de madeira — uma suíte enorme, afastada, iluminada só pela luz âmbar das lanternas externas.
Parou diante da porta, puxou do bolso um pedaço de cetim preto e levantou devagar.
A respiração dela falhou.
— Thomas…
— Shh. — a voz veio baixa, profunda. — Só a venda, ruivinha. Nada além disso.
Ele aproximou o pano suave do rosto dela.
— Não corre.
Não tropeça.
Eu tô aqui. — ele murmurou perto do ouvido, guiando a venda pelos olhos dela.
Sofia sentiu o corpo inteiro responder.
— Thomas… o que é isso?
— Uma lembrança. — ele respondeu. — E uma promessa.
Ele segurou firme a mão dela e a guiou para dentro.
O som da porta se fechando ecoou macio — madeira contra madeira.
— Fica parada. — ele disse. — Deixa eu preparar você.
Ela ouviu passos circulando.
Ouviu o estalo de um fósforo.
Depois outro.
O cheiro de vela acesa preenchendo o ambiente.
Ouviu o arrastar suave de algo no chão — talvez flores, talvez tecidos.
Ouviu música baixa começar a tocar — violino suave, sem letra, só emoção.
Depois, Thomas voltou para perto dela.
Tão perto que ela sentiu o calor do corpo dele.
— Pronta?
— Eu… acho que sim.
Thomas tocou a nuca dela com cuidado e soltou o laço da venda.
O tecido deslizou.
A luz entrou.
E Sofia perdeu o ar.
A suíte parecia saída de um filme.
Velas por toda parte.
Pétalas de rosa formando um caminho até a cama grande.
Uma mesa com taças, vinho, frutas, chocolate.
A varanda aberta, mostrando um céu cheio de estrelas refletidas no lago.
Cortinas leves balançando com a brisa.
E no centro de tudo…
Thomas.
Camisa negra, mangas dobradas, olhar firme — mas suave de um jeito que só ela via.
Era íntimo.
Era elegante.
Era deles.
Sofia levou a mão à boca.
— Thomas… isso tudo…?
Ele deu um passo na direção dela.
— Fiz pra você.
Porque você merece.
Porque eu queria te dar uma noite que você nunca teve.
Sem medo.
Sem passado.
Só nós dois.
O coração dela vibrou no peito como se estivesse tentando sair.
— Eu… não sei o que dizer.
— Não precisa dizer. — ele murmurou, segurando o rosto dela. — Só sentir.
Ele aproximou a boca da dela sem beijar — só tocando, só prometendo.
— Sofia… você tem ideia do que faz comigo?
Ela sorriu fraco, tremendo.
— Acho que tenho…
Thomas sorriu também — aquele sorriso raro, pequeno, que aparecia só quando ele estava completamente vulnerável.
Ele se aproximou devagar, como quem se aproxima de algo sagrado.
— Gostou? — perguntou baixo.
— Eu… — ela piscou rápido, tentando voltar a respirar. — Thomas… eu—
Ele aproximou o rosto, quase roçando os lábios.
— Fala sim. — murmurou. — Porque eu já não sei como voltar ao que eu era antes de você.
Sofia sentiu a alma tremer.
— Sim. — ela disse, firme, sem hesitar. — Sim, eu quero. Eu quero muito.
Thomas fechou os olhos por um segundo.
Como se aquele “sim” tivesse tirado algo enorme de dentro dele.
Depois…
Ele sorriu.
Mas não qualquer sorriso.
O sorriso mais perigoso, mais raro, mais íntimo que ele já tinha dado.
— Ruivinha… — ele segurou a cintura dela com força — agora você é oficialmente minha.
E antes que ela pudesse responder, Thomas a pegou pela parte de trás das coxas…
E a ergueu no colo.
— Thomas! —
Ele a calou com um beijo lento.
Quente.
Profundo.
Carregado do que vinha sendo segurado por semanas.
Aquele beijo não era de desejo apenas.
Era de pertencimento.
Ele caminhou com ela no colo pelo caminho de pétalas…
A música subiu.
O vento entrou pela varanda.
E quando Thomas a deitou na cama branca…
— Minha. — ele murmurou contra seu pescoço — Minha namorada, minha ruivinha.
As mãos dele subiram pelas costas dela, fortes e cuidadosas.
— E a última vez que você dorme longe de mim sem motivo.
Sofia sorriu entre o beijo e o arrepio.
Thomas sorriu de volta — inteiro pela primeira vez.
E naquela noite…
Eles não precisaram de absolutamente mais nada.
E a guiou pela lua e o ritmo baixo da música.
A noite estava só começando.
E a história deles também.
Thomas segurou o rosto dela como quem segura algo que tem medo de perder.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...