Matheus trocou os sapatos e em vez de ir para a sala, ele a acompanhou pela cozinha.
Helena apanhou o copo de vidro no armário da cozinha e o encheu com água morna, apanhou com cuidado um mel purinho enchendo até misturar bem no copo com a colher em seguida.
Antes que pudesse mexer a colher pela terceira vez, um calor intenso envolveulhe as costas: Matheus tinha chegado por trás e a abraçado.
Matheus chegou por trás e a abraçou pela cintura, apoiando o queixo suavemente no pescoço dela.
Ele exalava de maneira suave aquele cheiro do álcool da festa, também acompanhado com as brisas noturnas que faziam par perfeito no formato com seus traços de homem.
— Não ia se sentar? — Helena parou e perguntou de lado, os rostos roçando no cabelo curto de Matheus.
— Quero te abraçar um pouco. — Matheus falou de forma baixa, quase revelando exaustão por trás do alívio que ele com certeza só deixava de lado com a garota em sua frente.
Helena se tocou pela gentileza e cedeu seu corpo para os braços dele.
Ela continuou misturando o mel e virou-se, segurando o copo.
Matheus soltou os braços, encostando nos cantos e ficou a encarando.
— Pode tomar, a temperatura tá no ponto. — Ela disse subindo o copo até a boca dele.
Matheus tomou metade do líquido suave da mão dela, fazendo o calor do álcool sumir por entre as descidas em que se afundavam o sabor doce de mel, já sem sentir nada quente dentro do estômago.
— Tá melhor? — Ela perguntou.
— Sim. — Ele pegou o copo, virou o resto de uma vez, colocou na bancada e olhou para ela. — Ficou cansada em casa hoje?
— Não fiquei não. — Helena sorriu a todo momento. — A Fabiana veio à tarde, nós fizemos biscoitos no forno lá na cozinha. Ah, e deixei um pouco pra você, quer provar?
Matheus segurou as mãos dela devolvendo o calor nos seus dedos frios para esquentar.
Ela pausou e depois perguntou: — Como foi seu jantar hoje? Foi fácil lidar com os chefes?
Matheus sentiu um frio no olhar pelas bobagens ditas por aquelas pessoas, mas recuperou a calma ao deparar-se com aquele olhar limpo dela.
— Mais ou menos. — Ele mantendo num tom fraco. — É só um jogo de aparências com o pessoal dos negócios.
Com tanto tempo naquelas áreas, o jogo de aparências era fácil para Matheus aguentar.
Além disso, ele não levaria a sério aquelas falas em bares de pessoas sem sentido, e muito menos os consideraria irmãos ou confiaria neles.
Para Matheus, as pessoas daquelas mesas de negócios nunca seriam quem estaria ao seu lado, todos iam e vinham pelo dinheiro, terminando tudo com interesses.

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