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Casamento Secreto com o meu Chefe romance Capítulo 193

Laura Stevens –

Sair do hospital foi como atravessar uma fronteira invisível. Deixávamos para trás a angústia dos dias difíceis, mas ainda carregávamos o peso das emoções.

Amanda caminhava ao meu lado, carregando a bolsa da bebê, enquanto eu embalava minha pequena nos braços, protegendo-a do vento suave da manhã.

Assim que chegamos perto do estacionamento, meus passos vacilaram.

O que eu via, e pegou de surpresa.

Christian estava a poucos metros de nós, abraçado com uma menina.

Ela tinha traços levemente puxados, a pele bronzeada e um sorriso tímido. Era magra, franzina e não parecia ter mais do que a idade do Nathan.

Antes que eu pudesse reagir, meu olhar deslizou para o lado.

Ali, ao lado de Christian, havia uma mulher. Também de pele morena, traços delicados e o mesmo ar cansado e gentil. Ela segurava um bebê enrolado em uma manta clara, como quem carrega o maior tesouro do mundo.

Fui me aproximando devagar, sem entender nada do que estava acontecendo.

Christian me viu chegando e imediatamente se endireitou, passando o braço pelas costas da menina, como se quisesse inclui-la no momento.

— Amor — ele chamou, com a voz suave e os olhos brilhando de ansiedade — Quero que conheça a Rosário.

Ele sorriu, e com a outra mão acariciou carinhosamente os cabelos da pequena.

— E essa aqui é a Guadalupe. – Completou ele.

A menina sorriu timidamente e acenou para mim. Eu acenei de volta e então, ele continuou.

— E esse bebezinho aqui... É o Gutierrez.

Eu mal conseguia absorver toda aquela informação quando a mulher deu um passo à frente, com o bebê bem aconchegado em seus braços.

— Senhora, eu vim pessoalmente agradecer a ajuda do seu marido. Na verdade, graças à ele, meu bebê está vivo.

Meu coração apertou.

Ela continuou, com a voz embargando de emoção:

— Meu marido foi preso na alfândega enquanto tentávamos atravessar o país. Eu fiquei desamparada, sem saber a quem recorrer. Mas seu marido... ele nos estendeu a mão. Nos deu esperança.

Virei meu rosto para Christian, notando ter mais além do que ele me contou. E ele logo esclareceu.

— Eu ofereci uma vaga de copeira na empresa. Ouvi dizer que ela faz um ótimo café.

Rosário sorriu de maneira tímida, mas genuína e assentiu com a cabeça.

— Eu agradeço imensamente a oportunidade. Assim conseguirei ficar no país, trabalhar e cuidar dos meus filhos. Muito obrigada, mesmo.

Christian então puxou do bolso um cartão e o entregou a ela com firmeza.

— Tire sua licença primeiro, Rosário. Depois venha até nós. E se tiver qualquer problema na nova moradia, entre em contato. Estamos aqui para ajudar.

Ele a conduziu até um carro parado a frente, trocou mais algumas palavras com ela e voltou até mim.

Amanda me ajudou a entrar no banco de trás do carro, ajeitando a bebê em meus braços com cuidado. Sorri em agradecimento, mas ainda absorvendo tudo que havia acabado de acontecer.

Amanda se inclinou na janela, trocou um olhar cúmplice com Christian e disse:

— Pedido de desculpas? — repeti, fazendo uma careta.

Ele riu de verdade.

— Não vamos brigar — disse ele, me olhando com ternura. — Vamos ficar bem, certo?

Olhei para ele por alguns segundos, o sorriso crescendo sem que eu pudesse conter.

— Certo — murmurei, sentindo finalmente o peso desaparecer do meu peito.

O resto do caminho até em casa foi tranquilo, com Christian dirigindo devagar, sempre checando o retrovisor para me ver. Às vezes, nossos olhares se encontravam e bastava isso para aquecer meu coração.

Ao chegarmos, ele rapidamente deu a volta no carro, abriu a porta para mim e estendeu a mão.

Segurei sua mão com força, sentindo que, apesar de tudo, era ali que eu queria estar.

Quando me levantei, com a bebê aninhada contra meu peito, Christian me puxou para perto e depositou um beijo demorado no topo da minha cabeça.

— Obrigado, amor — murmurou contra meu cabelo. — Eu já estava a ponto de enlouquecer. Não sei o que faria se tivesse que ficar mais um dia longe de você.

Fechei os olhos por um instante, sentindo meu coração se aquietar.

Eu sabia que ele não havia feito nada de errado, admito ter errado em ter deixado minha emoção falar mais alto do que a razão.

Ver o que ele acabou de fazer por uma família, apenas para limpar a sua barra comigo, me fez olhar para ele de forma diferente. Ele estava mais maduro.

Mas ainda havia algo que precisávamos descobrir. Quem é a tal mulher da foto?

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