Sra. Oliveira murmurou: “Daqui a pouco eu vou conversar com a Bruna, você também não precisa ficar tão pressionado.”
“Você acompanhou o Sr. Barreto por tantos anos, ele ainda não conhece seu caráter?”
“Ele não vai descontar em você só porque a Bruna está apaixonada por ele.”
Gustavo suspirou, “Nanto realmente não vai descontar em mim, mas eu que não tenho coragem de encará-lo. Naquela época, eu não deveria ter deixado a Bruna trabalhar no Mercado do Dias.”
“Bruna trabalha no Mercado do Dias há tantos anos e mal teve oportunidades de encontrar o Sr. Barreto. A obsessão dela por ele não é consequência de ter ido trabalhar lá. Com aquele rosto do Sr. Barreto, qual moça conseguiria resistir?”
Só que a maioria mantinha o bom senso.
A cunhada dele, no entanto, se afundava cada vez mais.
Mesmo sabendo que não teria futuro, ela não conseguia evitar.
“A esposa do Sr. Barreto é melhor do que a nossa Bruna?”
Sra. Oliveira nunca tinha visto Leona, nem se importava com isso.
Gustavo respondeu: “Não é questão de ser melhor ou pior, é questão de amor. O patrão ama a esposa dele, e só tem olhos para ela. Nenhuma outra mulher chama sua atenção.”
“No mundo do amor, só cabe um ao outro. Assim como nós, entende?”
“Amar é amar, não amar é não amar. Não existe explicação, nem comparação entre quem é melhor.”
“Mesmo as pessoas mais incríveis não agradam a todos; ninguém consegue ser querido por todos, como se fosse uma cédula de real.”
Sra. Oliveira ficou sem palavras.
“Converse com a Bruna, por favor. Se ela ainda me considera irmão, que vá embora de Cidade A, procure outro emprego em outra cidade e pare de nutrir ilusões com o patrão.”
Sra. Oliveira colocou duas bandejas de frutas sobre a mesa e disse ao marido: “Eu vou falar com ela. A criança dormiu, leve ele para o quarto para descansar.”
Assim dizendo, virou-se e foi bater na porta da cunhada.
O que os irmãos da família Oliveira conversaram ou o que aconteceu, Leona não sabia.
Ela tinha tomado alguns drinks e estava um pouco embriagada.
O rosto dela estava corado.
Nanto ainda a ajudou a evitar beber demais.
Ainda bem que a noite já estava avançada.
A festa também estava prestes a terminar.
Falou baixo: “Seu limite para bebida não é alto, não beba tanto da próxima vez.”
Leona sorriu para ele.
Nanto, resignado, deu um leve toque na testa dela e a conduziu para dentro de casa.
Ao entrarem, Nanto deu algumas orientações aos irmãos, pedindo que ajudassem a acompanhar os outros convidados até a saída.
“Sua cunhada está um pouco embriagada. Vou levá-la para descansar no andar de cima.”
Depois de dizer isso, Nanto levou Leona para o segundo andar.
Ao chegar ao segundo andar, Nanto hesitou um instante, mas levou Leona até a porta do quarto principal, que era o dele.
“Hoje, a família vai pernoitar aqui, então os quartos estão ocupados. Não pude reservar um quarto só para você.”
Nanto explicou enquanto abria a porta.
Leona, em pensamento, resmungou que há pouco ele ainda queria que Norberto ficasse, dizendo que havia quartos de hóspedes de sobra.
Agora, dizia que não havia espaço suficiente, e que ela não poderia ficar sozinha em um quarto.
Mesmo um pouco embriagada, Leona apenas pensou, mas não disse nada.

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