Adelina hesitou por um momento, percebendo que não era muito apropriado explicar o termo 'mãe solo' para a criança.
Ela apertou as bochechas macias de Bruna, concordando com a explicação de Jefferson:
— É exatamente o que o papai disse, meu amor.
Depois, olhou para Jefferson:
— O show dos leões-marinhos já vai começar. Vamos entrar.
Jefferson tirou um maço de cigarros do bolso da calça e instruiu:
— Leve a Bruna na frente. Vou fumar um cigarro e encontro vocês logo depois.
Adelina concordou com a cabeça e saiu puxando a mão da filha.
Jefferson acendeu um cigarro, prendeu-o entre os lábios e deu uma tragada profunda.
Seus olhos escureceram intensamente.
Então, Alba nunca teve namorado nenhum.
Todas as vezes em que ela mencionava um namorado antes, era puro blefe.
E o pai da filha dela estava morto...
Ao pensar nisso, uma emoção indescritível tomou conta do seu coração.
Ele apenas sentiu um desconforto profundo e inexplicável.
...
Quando voltaram para a casa alugada, já passava das duas da tarde.
Os três pequenos estavam na sala assistindo a desenhos animados.
Na cozinha, Alba preparava o almoço.
Após fechar a porta de correr, Gabriela, que segurou a curiosidade o caminho inteiro para não falar na frente das crianças, finalmente perguntou:
— O que aconteceu hoje? Como foi que você encontrou o Jefferson?
Alba continuou cortando os legumes e respondeu com voz baixa:
— Apenas esbarrei por acaso na família dos três.
— Família dos três?
Naquele momento, Gabriela estava tão chocada ao ver Jefferson que não reparou em quem estava com ele.
— Um marido levando a esposa e a filha ao aquário, é uma coisa perfeitamente normal. Só calhou de nos cruzarmos.
Ela disse aquilo com uma leveza superficial.
No entanto, seu peito parecia apertado e a garganta, sufocada.
Gabriela praguejou:
Depois de um longo tempo, ela apoiou a cabeça no ombro de Gabriela e chorou:
— Eu nunca me arrependi de ter deixado o Jefferson. Todos esses anos, a minha tristeza e o meu ressentimento foram apenas pelas crianças.
Os olhos de Gabriela ficaram avermelhados:
— Alba, aquele traste não merece as suas lágrimas. Você merece um homem muito melhor que cuide de você.
Alba não disse nada, apenas deixou as lágrimas caírem em silêncio.
Depois do almoço, Gabriela foi embora.
Alba deitou-se na cama e dormiu um pouco.
Quando acordou, já era noitinha.
De repente, seu celular usado começou a tocar.
Ao ver aquele número familiar piscando na tela, Alba hesitou antes de atender.
Sua voz soou um pouco rouca:
— Sr. Soares, precisa de algo?
A pessoa do outro lado da linha ficou em silêncio por dois segundos antes de responder:
— Eu tenho tempo agora. Venha buscar a sua bolsa.

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