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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 32

Mas acabou gritando de dor, fazendo uma careta.

Ele pegou o celular e enviou um áudio no WhatsApp para sua irmã, Adelina.

[Irmã, socorro! Se você não voltar logo, a alma do meu amigo Jefferson vai ser roubada por uma desgraçada!]

Ele não havia se esquecido da cena na delegacia, quando Jefferson correu carregando aquela mulher nos braços para fora da sala de mediação.

Por algum motivo, ele sentiu que Jefferson estava excessivamente preocupado com ela.

De qualquer forma, tudo aquilo era culpa daquela Alba!

Ele a odiava tanto que rangia os dentes de fúria.

E daí que ela era advogada?

Mais cedo ou mais tarde, ele se vingaria!

Se ela tivesse a audácia de seduzir o Jefferson, ele acabaria com a raça dela!

...

Às seis da tarde.

Alba buscou as crianças na creche.

Sua ideia era deitar na cama para cochilar um pouco antes de preparar o jantar.

Mas, quando acordou, já eram quase oito da noite.

As crianças ainda deviam estar com fome.

Ela pulou da cama apressada.

Para sua surpresa, ao sair do quarto, viu seus três pequenos ocupados na cozinha.

Talles estava colocando um prato com ovos fritos na mesa de jantar.

E Demian estava em pé num banquinho, perto do fogão, cozinhando macarrão.

Elara segurava uma faca de cozinha com as duas mãozinhas, cortando tomates de forma desajeitada.

Ao lado, um escorredor guardava as verduras lavadas.

Os três pequenos trabalhavam de forma organizada.

O coração de Alba apertou de pena.

Ela correu para a cozinha apertada que ficava na área de serviço, tirou a faca das mãos de Elara e a pegou no colo com um braço só, tirando-a do banquinho.

— Elara, brincar com faca é muito perigoso. Tome cuidado para não se cortar.

Em seguida, ela tirou Demian do outro banquinho:

— Demian, deixe que a mamãe faz o jantar de agora em diante. Você ainda é muito pequeno, pode se queimar.

— É verdade, mamãe. Nós não sabemos só cozinhar, também sabemos lavar roupa.

— A professora disse que devemos ajudar nas tarefas de casa para sermos filhos bons e obedientes.

Vendo o quão compreensivos os filhos eram, Alba sentiu um nó na garganta.

Mas, ao mesmo tempo, aquilo lhe dava ainda mais motivação para trabalhar e ganhar dinheiro.

Pensando nisso, ela enxugou uma lágrima escondida.

Após a refeição, ela vestiu uma jaqueta corta-vento preta masculina com calças combinando.

As roupas eram largas e folgadas, escondendo completamente as curvas femininas do seu corpo.

Colocou um capacete preto e uma máscara da mesma cor.

E por fim, óculos de proteção.

Totalmente equipada, apenas algumas mechas de cabelo escapavam.

Se não falasse, passaria facilmente por um rapaz.

Sempre que saía para fazer entregas à noite, disfarçava-se de homem para evitar problemas.

— Mamãe, você pode me levar com você para entregar comida? Eu posso te ajudar.

Perguntou Elara.

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