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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 165

Momentos antes, Miguel tinha ligado em pleno surto de embriaguez, despejando um monte de bobagens sem sentido.

Ela desligou na cara dele, mas ele não parava de ligar.

Olhando para o relógio, já passava das onze da noite.

Alba sempre teve problemas com insônia e, agora que tinha sido despertada, precisaria recorrer a um calmante para conseguir dormir de novo.

Naquele momento, vendo que uma nova sequência de ligações começava, Alba não hesitou e bloqueou o número de Miguel.

...

No dia seguinte, de manhã cedo.

Jefferson acordou no sofá do quarto do hospital.

Na noite anterior, ao sair do clube, ele não tinha voltado para a mansão; foi direto ao hospital fazer companhia à filha.

O galo na cabeça de Bruna já tinha desinchado, mas, ao analisarem os exames de imagem, os médicos identificaram uma leve concussão e, por isso, recomendaram que ela continuasse em observação.

— Senhor, já acordou. — Renata, que tinha trazido o café da manhã, percebeu que Jefferson havia despertado e apontou para uma bolsa sobre o criado-mudo: — Trouxe roupas limpas para o senhor trocar.

O homem lançou um olhar para a cama onde Bruna ainda dormia profundamente e perguntou de forma casual:

— Onde está a Adelina?

Renata respondeu:

— A Sra. Adelina Botelho recebeu uma ligação da tia bem cedo e saiu às pressas.

A expressão de Jefferson congelou por um instante. Ele apertou levemente a região entre os olhos para aliviar o peso na cabeça, pegou a bolsa e foi ao banheiro para tomar banho e se arrumar.

Quando saiu, Bruna já estava acordada.

— Papai...

A pequena Bruna estava sentada na cama do hospital, parecendo ainda mais frágil. Abriu os bracinhos, pedindo colo com uma voz dengosa.

Jefferson se aproximou, acolheu a filha em um abraço protetor e perguntou em tom suave:

— Está com fome?

Bruna assentiu com a cabeça.

Renata arrumou o café da manhã na mesinha ao lado do sofá.

Jefferson ajudou a filha com a higiene matinal, tomou café com ela e depois foi ao consultório do médico para se informar melhor sobre o quadro clínico da menina.

O médico o tranquilizou, dizendo que não era nada grave e que, depois de mais um dia de observação, ela teria alta.

Jefferson voltou ao quarto, recomendou a Renata que cuidasse bem de Bruna e saiu do hospital direto para a empresa.

Quando chegou ao escritório, já passava das nove da manhã.

Sob o olhar atento do chefe, Murilo pegou o celular e ligou imediatamente para Alba.

No entanto, o telefone tocou até cair na caixa postal.

Depois de tentar mais duas vezes sem sucesso, Murilo tornou a sugerir:

— Sr. Soares, quer que mandemos alguém ao apartamento dela? E se a Dra. Aragão estiver passando mal?

— Não é necessário.

Jefferson recostou-se na cadeira, com o maxilar travado.

No dia anterior, ela estava cheia de vida depois de vencer uma batalha daquelas, até parecendo alegre demais. Como poderia adoecer de repente?

Mas, se estava bem, por que faltou ao trabalho?

Uma onda de irritação o tomou de forma inesperada.

Durante a reunião, ao notar a ausência de Leôncio, que também deveria estar presente, a expressão de Jefferson mergulhou num negror assustador.

Murilo percebeu a situação, correu para fora da sala e ligou para o setor de Recursos Humanos.

Depois de desligar, retornou à sala de reuniões, inclinou-se e sussurrou cautelosamente ao ouvido do chefe:

— O Sr. Oliveira... também não veio hoje.

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