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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 158

O homem deu uma risada fria.

— Se você não quer admitir, tudo bem. Mas eu não vim te procurar por causa disso.

Dito isso, colocou-a no carro.

Alba não teve tempo de se importar com essa história de relacionamento. Sua primeira reação foi tentar sair do veículo.

No entanto, assim que agarrou a maçaneta, percebeu que a porta estava travada.

Logo em seguida, o carro arrancou.

Ela não teve escolha a não ser desistir.

Encostou-se na janela, franzindo a testa enquanto encarava Jefferson.

— Sr. Soares, o que o senhor quer dizer com isso?

Ao ver o rostinho dela avermelhado de raiva, parecendo uma criança emburrada, Jefferson não conseguiu evitar a vontade de estender a mão e afagar o topo da cabeça dela.

— Alba, eu não vim brigar com você.

Com uma expressão fria, Alba afastou a mão dele.

— Veio me procurar por causa da tia da sua esposa, a Patrícia?

O olhar de Jefferson ficou fixo.

— Como você sabe que ela é tia da Adelina? E como sabe o nome dela?

Alba congelou por um instante.

Teve vontade de dar um tapa na própria boca.

Ficou tão transtornada de raiva que acabou falando demais.

Mas logo encontrou uma justificativa.

— Ela deu um tapa na minha filha. É óbvio que eu precisava perguntar aos policiais quem ela era e qual era o nome dela, não acha?

Ao ouvir isso, Jefferson não suspeitou de mais nada.

— O que você pretende fazer em relação a esse caso?

Alba o encarou em silêncio.

— Sr. Soares, está me perguntando isso como parente da Patrícia?

— Faz diferença?

Ele retrucou.

Alba curvou levemente os lábios.

— Então o senhor também pretende interferir nesse caso?

O homem refletiu por dois segundos e respondeu com um breve “sim”.

Alba cerrou os dentes discretamente e foi direta:

— Eu não aceito conciliação. Vou seguir pelos trâmites legais.

— E quanto a... uma indenização?

— Não aceito.

A recusa dela foi categórica, sem deixar qualquer margem.

Jefferson pressionou os lábios.

— Você está indo para a delegacia?

— Sim.

— Então vamos juntos.

Alba mordeu o canto dos lábios.

— Tudo bem. A polícia já conseguiu as imagens das câmeras de segurança. Vai ser uma ótima oportunidade para assistirmos juntos e descobrirmos como a minha filha empurrou a sua.

Depois disso, acrescentou:

— Claro, se ficar provado que a minha filha derrubou a sua, eu peço desculpas e pago as despesas médicas.

Ao perceber que ela estava irredutível e não deixava espaço para sentimentalismo, Jefferson soltou uma risada baixa, sem dizer nada.

Mais de meia hora depois, os dois chegaram à delegacia.

No entanto, assim que desceram do carro, deram de cara com Miguel.

— Alba!

Miguel acenou para ela com um sorriso provocador e, ao mesmo tempo, lançou um olhar para o pulso claro e vazio dela.

— Tsc, tsc... por que não está usando a pulseira que eu te dei?

Jefferson baixou o olhar, a expressão pesou, e ele encarou Alba.

— Você não aceitou nada do que eu te dei, mas aceitou a pulseira dele?

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