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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 122

Alba entendeu que ele a usava apenas como um mero substituto...

Enquanto ela estava perdida em pensamentos, Jefferson acariciou a têmpora dela, úmida de suor, colocou-a de volta na bancada, apoiou os braços de cada lado dela e, ainda um pouco ofegante, pediu:

— Arrume minhas roupas.

Alba não ousou olhar nos olhos profundos dele. De olhos baixos, estendeu a mão para ajeitar a gravata bagunçada.

— E as calças também.

Ele encostou a testa na dela e a lembrou em um sussurro rouco.

O rosto de Alba ficou vermelho como sangue.

Devia ter se soltado durante o beijo.

Agora pendiam folgadas nos quadris, criando um contraste absurdo e incrivelmente provocante com sua expressão fria e austera de sempre.

Com o rosto pegando fogo, Alba desviou o olhar:

— Faça isso você mesmo...

Percebendo que ela estava genuinamente envergonhada, o homem sussurrou em seu ouvido:

— Fique tranquila, eu já disse que não teremos relações íntimas de verdade.

Dizendo isso, ajeitou-se sozinho e saiu do banheiro.

Em pouco tempo, ao ouvir o som da porta do quarto se fechando do lado de fora, Alba escorregou da bancada.

Com o corpo todo trêmulo e fraco, caiu sentada no chão.

Ficou sentada atônita por um longo tempo, até se apoiar na pia para levantar.

Ao encarar os lábios levemente inchados e avermelhados no espelho, além de algumas marcas roxas escuras de chupões no pescoço, Alba fechou os olhos, consumida por uma mistura de humilhação e desgosto.

Abriu a torneira e jogou água fria no rosto com força, repetidas vezes.

Por fim, encarando a imagem de si mesma patética e covarde no espelho, as lágrimas desabaram sem controle.

Completamente tomada pela emoção, cobriu o rosto com as mãos e caiu no choro.

Mais do que a raiva da atitude dominadora e agressiva de Jefferson, ela odiava a própria falta de força, odiava não ser capaz de se livrar do controle dele.

Ela se escondeu por seis anos, apenas para se tornar o brinquedo dele mais uma vez...

Ela simplesmente não conseguia entender.

Ele, que parecia amar tanto Adelina, como podia ter a audácia de fazer aquilo com ela, mesmo com a esposa a poucos metros de distância...

Nisso, ele continuava igual a seis anos atrás.

Naquela época, ele aparecia de braços dados com Adelina em diversas festas, anunciando o noivado de forma espalhafatosa para toda a sociedade.

— Não precisa. Eu vim de scooter ontem à noite, tenho que voltar com ela.

Dizendo isso, virou-se em direção à scooter, pegou um capacete extra no banco traseiro, colocou-o e foi embora.

Murilo balançou a cabeça, suspirando.

Não imaginava que Alba fosse tão teimosa.

Mas, de qualquer forma, ela agora era a mulher na qual o Sr. Soares havia colocado os olhos.

Não, a substituta.

Não havia escapatória.

...

Dentro do Rolls-Royce.

Enquanto esperavam o sinal abrir, Adelina abraçou o braço de Jefferson:

— Jefferson, você poderia não passar a noite fora nunca mais?

O homem puxou o braço, soltando-se dela:

— Adelina, você está ultrapassando os limites.

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