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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 121

Até mesmo colocar o relógio e ajustar as abotoaduras tinham que ser feitos por ela.

Nesses momentos, ele perdia sua habitual aura sombria e parecia um cachorrão carente e apegado.

Apesar da aparência intimidadora, também tinha seus momentos de extrema dependência afetiva.

Mas as coisas não eram mais como seis anos atrás.

— Sr. Soares, vista-se você mesmo...

Ela recusou com a voz abafada, de cabeça baixa.

O homem ergueu o rosto delicado dela:

— Troque logo de roupa para eu poder sair mais rápido.

Dizendo isso, segurou com firmeza a cintura fina dela.

Seus lábios finos roçaram a orelha dela, e a voz soou rouca e grave:

— Ou será que você não quer que eu saia?

Enquanto falava, a respiração quente dele batia no pescoço dela, causando um arrepio incômodo e formigante na pele.

Entre o susto e a tensão de uma atmosfera de amantes escondidos, Alba ficou tão constrangida que seu rosto avermelhou por completo.

— Não é isso, vista-se sozinho...

Ela tentou empurrá-lo, constrangida.

O homem não cedeu um milímetro. Apenas abaixou os olhos e a observou com total paciência.

Como se estivesse dizendo que não sairia por aquela porta hoje se ela não o ajudasse.

Era claramente uma ameaça proposital.

Alba olhou em direção à porta e, mordendo os lábios de frustração, começou a vesti-lo de forma ágil e experiente.

Ao abotoar a camisa, virava o rosto, evitando tocar nos músculos esculpidos do peito e no abdômen absurdamente definido e atraente dele.

Durante todo o tempo, o homem não tirou os olhos dela.

Seu olhar era tão ardente que parecia querer atravessá-la.

Alba sentiu um arrepio de nervosismo no couro cabeludo sob aquele olhar.

Exatamente quando ela amarrava a gravata, Jefferson agarrou sua cintura repentinamente e, com um pequeno esforço, ergueu-a e a sentou na bancada da pia.

O corpo do homem avançou sobre ela. Com a outra mão, ele segurou firmemente a nuca de Alba, inclinou a cabeça e a beijou de forma profunda e intensa.

Naquele instante, a mente de Alba pareceu explodir em fogos de artifício.

O beijo tornou-se ainda mais fervoroso que antes.

Não lhe dando a menor brecha para respirar.

Estimulado pelo terror e pelo risco constante de serem descobertos naquele romance proibido, o beijo tornou-se cada vez mais frenético.

Logo, Alba ficou tonta com o beijo, precisando se agarrar a ele para suportar a pressão daquele contato cada vez mais opressivo.

O beijo durou muito tempo.

Durou tanto que Alba quase sufocou nos braços dele. O homem finalmente parou e olhou para a mulher amolecida em seu abraço, como se visse o reflexo de Stella, aninhada nele quando sofria o pior de seus abusos no passado.

— Stella...

Inebriado pelo desejo, ele esfregou sua testa na dela, encostou as pontas dos narizes e soltou um hálito que queimava a pele.

Sem forças, Alba tremia, cravando as unhas nos ombros dele, e lembrou com uma voz fraca:

— Sr. Soares, eu não sou a Stella...

O homem deu um selinho suave nos lábios dela:

— Alba, quando estiver comigo, você é a Stella, e só pode ser a Stella...

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