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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 114

— Você com certeza não quer ir parar na delegacia de novo, quer?

Ao ouvir a última frase, Fabiano ficou ainda mais furioso:

— Pergunte a essas pessoas, quem encostou um dedo em você?

Alba achou que não fazia sentido continuar discutindo.

Pegou o celular, e quando estava prestes a discar para o 190, Fabiano segurou seu pulso:

— Mesmo que você chame a polícia, todos nós aqui vamos unificar a história, vamos jurar de pé junto que foi você quem estragou o bolo, e no fim, você ainda terá que pagar por ele.

Naquelas palavras, ela acreditou.

Na verdade, ela nunca quis chamar a polícia de verdade.

Uma vez que a polícia fosse envolvida, Jefferson com certeza iria intervir para proteger Fabiano.

No fim das contas, quem sairia perdendo seria ela.

Além disso, ir para a delegacia no meio da noite, prestar depoimento, tentar mediação... quando saísse, já estaria quase amanhecendo.

As crianças ainda estavam em casa...

Alba percebeu que Fabiano também não queria chamar a polícia, então, perguntou com paciência:

— Então, o que você quer?

Fabiano apontou para as seis taças de vinho tinto na mesa de centro:

— Beba todas, e não vou cobrar o bolo de você.

Alba hesitou.

Os outros começaram a instigar.

— O Sr. Botelho já está te dando uma colher de chá, tá esperando o quê? Beba logo!

— É isso aí, não se faça de rogada!

Fabiano encostou-se na porta, observando-a com um olhar indolente.

Com uma postura de que, se ela não bebesse, não sairia daquela sala hoje.

Seis taças, ela aguentava.

Antes, quando estava com Jefferson, muitas vezes o acompanhava em jantares de negócios.

— Tudo bem, eu bebo.

Alba cerrou os dentes, caminhou até a mesa de centro, inclinou-se, pegou uma taça e virou de uma vez.

O líquido alcoólico e ardente desceu rasgando por sua garganta. Alba suportou o desconforto, ergueu a segunda taça e levou à boca.

Fabiano estreitou os olhos:

— Boa resistência.

Alba continuou e ergueu a terceira taça, entornando na boca.

A quarta taça...

Na quinta, sentiu uma leve tontura.

Seu corpo vacilou, incapaz de se sustentar com firmeza.

As pessoas presentes começaram a apostar.

Queria encontrar o banheiro.

Sentia vontade de vomitar.

Mas sua visão ficava cada vez mais embaçada.

As luzes ofuscantes bagunçavam ainda mais sua percepção, impedindo-a de distinguir a direção.

Até que ela tropeçou e caiu em um peito firme e quente.

— Des... desculpe.

Ela manteve a cabeça baixa e gaguejou.

Assim que terminou de falar, seu corpo amoleceu e começou a deslizar para o chão.

Um braço aterrissou a tempo em sua cintura.

Com um puxão firme, pescou-a inteira para seus braços.

— Alba.

A voz do homem era fria e severa.

Ele fixou um olhar sombrio e gélido na mulher em seus braços, que cheirava a álcool.

Ao ouvir aquele chamado familiar, Alba levantou lentamente a cabeça.

Na visão turva, era possível discernir vagamente um rosto masculino de beleza gélida e inigualável.

— Sr. Soares.

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