Quando o automóvel para ao lado dela, Charlotte abre a porta para entrar, no entanto, sente uma mão forte puxar o seu braço e tirá-la de perto do veículo.
— O que pensa que está fazendo, mãe?
A voz grave de seu filho Mark a assusta e, quando ela se vira para encará-lo, sente que ele não está de bom humor.
— Mark, o que está fazendo aqui? — pergunta, surpresa por ele estar ali naquele lugar, e pelo jeito que ele a abordou.
O motorista do táxi estranha aquela interação dos dois e questiona.
— Precisa de ajuda, senhora?
— Não, ela não precisa — Mark responde nervoso.
— Eu não fiz a pergunta para você, rapaz — o motorista responde, mostrando que não está intimidado.
Notando que aquilo poderia gerar uma confusão, Charlotte responde:
— Não se preocupe, está tudo bem, ele é o meu filho — explica. — Eu não vou mais precisar dos seus serviços, pode ir.
Mesmo parecendo preocupado, o motorista decide fazer o que ela pede. Assim que o veículo se afasta, Mark começa a falar novamente.
— Eu sabia que havia algo de errado com você, mãe. Quando desceu do carro, senti que estava me escondendo alguma coisa.
Charlotte se afasta um pouco do filho e pensa em como pode sair daquela situação.
— O que a senhora estava fazendo nesse prédio? — Insiste Mark, apontando para a imobiliária.
— Filho, eu só quero fazer o que é certo — responde, endireitando os ombros.
Percebendo o papel que a mãe segura, Mark decide arrancar da mão dela para ver do que se trata. Ao ver o endereço e o nome do noivo de Ava, Mark passa a mão pela cabeça, demonstrando o quanto estava nervoso.
— O que você está pretendendo fazer, mãe?
Sentindo-se encurralada ali, Charlotte decide dizer a verdade ao filho.
— Você quer mesmo saber o que farei? — questiona. — Eu vim atrás do pai da Ava para contar toda a verdade para ele.
Enquanto fala, Charlotte percebe como o rosto do filho fica vermelho de raiva, mesmo assim ela não recua.
— Mas, como não consegui ter acesso à família dela, pois eles viajaram, eu consegui o endereço do noivo dela e estou indo agora mesmo contar a verdade para ele.
— Meu Deus, como você pode ser tão ingênua assim? — Mark questiona, incrédulo com o que a mãe estava fazendo. — Confiei em você e mesmo assim você estava planejando me apunhalar pelas costas? — Ele cospe as palavras, decepcionado.
— Não, meu filho, eu jamais faria isso com você — diz, se aproximando dele, porém Mark se afasta do toque. — A Ava me prometeu que não fará nada contra você se eu a ajudar.

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