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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 33

Charlotte solta uma risada diante da sugestão de Ava.

— Apaixonada? Como você pode pensar isso se ela tem idade suficiente para ser mãe dele? — pergunta aquilo como se acabasse de ouvir o maior absurdo de sua vida.

No entanto, ao perceber que Ava continua séria, o sorriso de Charlotte desaparece e as duas trocam olhares cúmplices, compartilhando um silêncio que dizia mais do que palavras poderiam expressar. Ambas estavam pensando o mesmo.

— Você acha que ela poderia ser…? — Charlotte para de falar, ainda surpresa com a possibilidade.

— Não tenho certeza, mas às vezes, quando olho para Doris, percebo certas semelhanças com o Hector, — Ava confidencia, com a voz baixa.

— Isso pode ser apenas algo da sua imaginação.

— Até poderia, se não fosse o fato dela ser tão leal a ele.

— Mas se isso for verdade. Por que ela esconde essa informação? — Charlotte questiona intrigada.

— Alguma coisa deve ter acontecido no passado que a fez tomar essa decisão — Ava comenta.

— Acho que isso explica o que a Doris me disse mais cedo.

— O que ela disse?

— A Doris me contou que era assistente do pai de Hector e que, depois que ele nasceu, se tornou a sua babá, mas… Você não acha estranho uma mulher que trabalhava como assistente mudar para o cargo de babá?

— É um pouco estranho mesmo… no entanto, eu não me interesso por esse assunto, a única coisa que quero nesse momento é sair daqui.

— Você sairá, minha querida, eu só te peço um pouco de paciência. Vou procurar o seu pai e direi toda a verdade pessoalmente. Eu não quero envolver a polícia nisso, você sabe.

Mesmo ansiosa, Ava sabe que terá que esperar por Charlotte, já que ela era a única pessoa com quem podia contar naquele lugar.

— Tudo bem.

Com medo de estarem sendo vigiadas, as duas não demoram muito ali no jardim e decidem voltar para o quarto.

Como Ava não precisaria de medicação durante a noite, Charlotte decide ir embora mais cedo.

— Já está indo para casa? — Mark indaga ao ver sua mãe pegando sua bolsa.

— Sim, querido, vou chamar um táxi — ela responde, fechando o zíper da bolsa.

— O que houve com o seu carro?

— Está na oficina.

— Quer uma carona? — oferece Mark.

Inicialmente, ela pensa em recusar, mas logo percebe que poderia ser uma chance de extrair alguma informação de seu filho.

— Seria ótimo, obrigada — ela diz, sorrindo.

— Ok, vou só me despedir do Hector e já volto. Me espere no carro — ele diz antes de desaparecer de vista.

Seguindo a sugestão do filho, Charlotte deixa a mansão e caminha em direção à garagem. Enquanto espera, seus olhos vagueiam pelos vários veículos de luxo na coleção de Hector, refletindo o quanto ele gostava de ostentar sua riqueza e poder.

— Demorei? — Mark pergunta ao chegar na garagem.

— Imagina — ela responde com um sorriso.

Eles entram no carro e, enquanto se aproximam do portão guardado por seguranças armados, Charlotte lança uma pergunta ao filho.

— Hector parece ter tudo, não é?

— Sim, ele tem bastante coisa — concorda Mark.

— E o que mais ele poderia querer da vida?

— Bem, quando um homem acumula riqueza, o próximo passo é buscar mais poder.

— E ele não tem poder suficiente?

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