— Seu tio me deve dois milhões. Ele já falou: vai pagar a dívida com você!
Os olhos de Diego estavam cheios de ganância, e sua presença era opressora. Ele estendeu a mão, segurou o queixo dela com firmeza e a examinou.
— Tá meio magrinha, mas até que é bonitinha. 2 milhões... acho que saí no prejuízo, hein?
— Não, não faz isso! Posso te dar o dinheiro, eu mesma pago os 2 milhões! Por favor, não faz isso...
As lágrimas de Isadora rolaram imediatamente, sua voz saiu trêmula.
Ela puxou o celular num reflexo, os dedos apertando as teclas de forma desesperada.
Mesmo tendo trocado de aparelho, o sistema ainda era o mesmo: Olavo continuava sendo seu contato de emergência.
A chamada foi feita automaticamente, uma vez, duas, três... cinco vezes seguidas, e nada. Sempre a mesma resposta: chamada não atendida.
Diego, claro, percebeu que ela estava tentando pedir ajuda. Mas quando ouviu a gravação automática no celular, ele apenas riu:
— Garotinha... pelo visto, ninguém vai vir te salvar.
Antes que Isadora conseguisse dizer qualquer coisa, Diego perdeu a paciência.
Com um puxão brusco, agarrou a gola da camisa dela e a jogou violentamente sobre a mesa.
Os pratos e talheres caíram no chão com estrondo. Isadora sentiu a dor latejar pelo corpo, mas não teve tempo para se importar com isso, só pensava em escapar.
Ela se ergueu rapidamente e se encolheu no canto da sala, tremendo:
— Diego, por favor, não faz isso! Eu te imploro! Tenho dinheiro, juro que te pago!
Ela só usava uma camisa fina. Com a força do puxão, os botões saíram voando, deixando seu colo parcialmente exposto. Sua pele pálida e o perfume natural de seu corpo se espalharam pelo ar.
O cheiro dela aumentou ainda mais o desejo de Diego.
Ele avançou sem hesitar, sua mão segurou com força o corpo dela:
— Dinheiro, eu já tenho. Agora, só quero você.
Antes que ela pudesse reagir, ele se inclinou e a beijou com violência.
— Não... para! Por favor!

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