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Brindou a Outra, Enterrei o Passado romance Capítulo 15

Isadora sentia nojo só de olhar para aquele homem. Cada segundo diante dele era uma ofensa à memória de Aline.

Aproveitando-se do silêncio dele, abriu a porta e entrou, deixando bem claro seu desprezo ao bater a porta com força.

Ao se virar, seus olhos pousaram na foto em preto e branco sobre a mesa de centro.

Aline sorria radiante, os olhos brilhando de felicidade. Aquela foto fora tirada no Dia das Crianças, quando ela se apresentou na escola e recebeu um prêmio. O orgulho e a alegria em seu rosto eram contagiantes.

Isadora escolhera propositalmente aquela imagem, queria se lembrar da filha sempre assim: feliz, sorrindo, cheia de vida.

— Aline...

Ela deslizou pelas costas da porta até o chão, cobrindo a boca com as mãos para conter os soluços, mas as lágrimas escorriam sem controle.

Do lado de fora, a voz fria e ríspida de Olavo cortou o ar:

— Isadora, não sei qual é o seu joguinho, mas Aline era minha filha. Você não tem o direito de tratá-la como bem entende, muito menos de falar dela como se...

Ele conteve a raiva por um segundo, os dentes cerrados:

— E sobre a guarda, não me teste. Você sabe muito bem do que os advogados do Grupo Carvalho são capazes.

Se fosse antes, Isadora teria se ajoelhado e implorado. Mas agora? Aline se fora. Não havia mais nada a temer.

Guarda? Processo? Que tentasse. Nada mais fazia sentido.

Um pouco depois, ouviu os passos dele se afastando. O som dos sapatos caros contra o concreto destoava do ambiente simples, irritando ainda mais Isadora.

Ela se forçou a se levantar. Desde que Aline partira, não conseguia comer direito, nem dormir. Estava fraca, como se qualquer vento pudesse derrubá-la.

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