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Brindou a Outra, Enterrei o Passado romance Capítulo 11

Funerária?

Olavo ouviu essa palavra e, sem nem pensar, desligou o telefone na hora.

Agora até golpe estava chegando nesse nível? Alguém se passando por funcionário de uma funerária? Não tinham mesmo vergonha!

Sua Aline estava muito bem. Que história era essa de funerária?

O celular tocou de novo pouco depois:

— Responsável por Aline Carvalho? Aqui é da funerária. Precisamos que venham quanto antes para providenciar o atestado de óbito e os trâmites da cremação.

A ligação foi curta, sem explicações. Antes que Olavo pudesse explodir de raiva, a pessoa do outro lado desligou.

Cada palavra daquela ligação era uma provocação direta à paciência dele, que já estava por um fio! Ele já tinha tolerado muita coisa, mas isso?!

Isadora era uma louca!

Para tentar seduzi-lo, ela realmente conseguia qualquer coisa, até inventar que a própria filha estava morta. Que tipo de mãe fazia uma coisa dessas?!

— Olavo.

Uma voz familiar o chamou, tirando-o de seus pensamentos. Quando se virou, encontrou Tereza bem ali.

Mesmo de olhos vermelhos de raiva, ao vê-la, sentiu parte da fúria se dissipar.

Ainda assim, ela percebeu o quão irritado ele estava. Suspirou, aproximando-se e dizendo em tom baixo:

— Foi a Isadora de novo? Quer eu resolver isso para você?

Olavo soltou uma risada fria:

— Não precisa. Acabei de receber uma ligação da funerária. Disseram que Aline morreu e que preciso ir providenciar os papéis.

Ele jogou o celular de lado, o olhar cheio de desprezo.

Aquela mulher sem escrúpulos, só sabia usar truques baixos para chamar a atenção dele. Primeiro fingia que ia embora, agora vinha com essa de fingir que a filha estava morta? Era tudo um joguinho!

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