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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 393

AIDEN

— Você tem que sempre olha para frente!

— Assim? — Perguntei, virando para a minha esquerda.

— O quê? Não. — Ela colocou as mãos em ambos os lados do meu rosto e me fez olhar para frente. — Assim.

Quando ela tirou as mãos, virei para a minha direita.

Encontrei apenas silêncio. Quando voltei a olhar para ela, seus olhos estavam cheios de confusão. Ela me olhou como se eu fosse um idiota.

— O quê? — Perguntei, mordendo os lábios para segurar o riso.

— Você conseguiu se formar no ensino fundamental?

E foi assim. Eu não consegui segurar e comecei a rir. E ela ficou me observando, sem dizer nada.

Ela balançou a cabeça.

— Tem também um garoto na minha sala que ri sempre que está sendo ensinado. Mas o meu professor continua ensinando do mesmo jeito.

Então ela começou a me mostrar a diferença entre a minha direita, a esquerda e a frente.

Enquanto eu a observava, fiquei pensando que o irmão dela deveria ser um garoto de sorte por ter ela como irmã mais velha.

Quando ela terminou, respirou fundo e olhou para mim, as sobrancelhas ligeiramente franzidas, preocupada.

— Eu posso escrever isso num papel para você. Assim, sempre que esquecer, é só voltar e olhar. Meu papai sempre me diz para fazer isso.

— Ah, isso seria ótimo. Muito obrigado, Amie. — Respondi com um tom alegre, tentando ignorar o aperto no coração que a palavra “papai” causava.

Não fazia nem dez minutos que começamos a caminhar, e ela já havia mencionado “papai” umas mil vezes.

Eu gostaria que fosse eu a quem ela se referisse com aquela palavra, mas aquilo só fazia meu coração apertar ainda mais. Ficava triste por não poder contar a ela que eu era o “papai” dela e não o Dennis.

Eu talvez não falasse sobre o fato de o Dennis não ser o pai dela, mas eu realmente queria poder dizer aquilo. Eu queria me conectar com ela de tal forma que ela falasse de mim o tempo todo.

Depois de um tempo, as lições sobre ser educado começaram a diminuir, e ela voltou a me bombardear com mil perguntas por minuto.

— Isso é um girassol? — Ela apontou para o jardim enquanto passávamos por ele.

Eu acenei com a cabeça.

— Sim, e aquele ali ao lado é um lírio. Esses dois costumam ser encontrados na mesma área.

Ela acenou lentamente com a cabeça.

— Posso tocar? Vamos lá tocar.

Eu atendi seu pedido e entramos no jardim. Caminhei devagar, passando por cada arbusto bem cuidado, enquanto os dedos dela tocavam suas superfícies.

Em um momento, ela me pediu para parar para poder cheirar as flores. Ela se aproximou e torceu o nariz.

— Tem um cheiro ruim. — Ela sussurrou.

— Por que você está sussurrando? — Eu ri baixo e perguntei.

Ela deu de ombros e respondeu:

— Achei que a gente tivesse que fingir que o cheiro é bom. Todas as princesas nos desenhos dizem que é cheiroso. Elas sorriem enquanto cheiram as flores.

Ri de novo. Sempre acontecia aquele tipo das coisas quando eu estava com ela.

— Mas as flores têm um cheiro bom. Você deve ter sentido o cheiro da folha debaixo dela.

Ela deu de ombros mais uma vez.

— Você viu meu irmãozinho também? — Ela perguntou de repente. — Acabei de lembrar que a enfermeira disse que você esteve lá com a mamãe mais cedo.

— Ah, ela faz muitas perguntas!

Ela sorriu radiante.

— Eu adoro responder perguntas!

— É mesmo? Então, se prepara, porque logo vai ter que responder um monte de perguntas. Sobre o nome dela, você vai descobrir quando conhecê-la. E ela tem mais ou menos essa altura... — Me abaixei um pouco para mostrar a altura dela. — Além disso, ela é muito esperta e fala pelos cotovelos.

Amie bateu palmas, animada.

— Mal posso esperar para conhecê-la! Vamos ser melhores amigas. Vou apresentar meus amigos do hospital e, quando eu sair daqui, vamos para a escola juntas e também vamos pintar! — Ela ergueu os braços no ar.

— Que ótimo!! — Fiz o mesmo gesto, levantando uma das mãos.

Continuamos passeando pelo hospital, admirando cada cantinho bonito que encontrávamos.

Em certo momento, começamos a brincar de esconde-esconde. Meu Deus! Amie era péssima tanto em se esconder quanto em procurar.

Várias vezes, enquanto tentava se esconder, ela soltava risadinhas e cochichava:

— Você nunca vai me encontrar.

E, como buscadora, mal começava a procurar e já começava a chorar:

— Saia logo, estou com medo.

Depois ainda me acusava de me esconder em lugares “difíceis demais”.

Mais tarde, descobri que ela fingia estar chorando. Na verdade, ela só odiava ser a buscadora.

Quando percebi que ela tinha começado a fungar de propósito, saí do meu esconderijo.

— Ah, sua medrosa. — Me abaixei até sua altura. — Venha cá. — Puxei-a para um abraço apertado. E quando seus bracinhos envolveram meu pescoço, soube que ela já tinha conquistado meu coração.

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