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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 374

ANASTASIA

No momento em que o médico entrou, seu olhar imediatamente se voltou para a cadeira que Aiden ocupava.

— Onde ele está?

— Ele foi embora. — Respondi e acrescentei. — Teve uma emergência.

Ele assentiu e seguimos com a sessão.

Depois da minha consulta, fui até o quarto da Amie. No caminho, peguei meu celular na bolsa e tentei ligar para Dennis novamente, mas as chamadas iam direto para a caixa postal.

Quando entrei, Amie sorriu, mas olhou por cima do meu ombro, com o olhar fixo na porta. Eu sabia que ela esperava que Aiden entrasse, como mais cedo.

Mas quando a porta permaneceu fechada, ela soltou um suspiro de alívio e abriu ainda mais o sorriso.

E meu coração afundou. Por um instante, me perguntei se ela aceitaria Aiden como pai. Mas eu nunca saberia se não contasse a verdade, certo? Eu só ainda não estava pronta.

Ela o respeitava porque havia sido ensinada a respeitar todos, mas eu não achava que gostasse da presença dele.

Eu via a dúvida em seus olhos sempre que olhava para Aiden ou quando ele falava, mas ela nunca me perguntou nada.

Sabia que ela queria chegar a uma conclusão antes de me questionar. Mas será que um dia eu estaria pronta? Será que eu teria coragem de responder às suas perguntas e contar a verdade, depois de ter ela feito acreditar que não tinha pai?

Às vezes, lembrar que neguei a Amie o amor e a proteção de um pai durante toda a infância, e que tirei de Aiden a chance de conhecer sua filha, fazia com que eu me sentisse uma verdadeira bruxa.

Mas eu não queria pensar naquilo. Nunca quis. O passado já ficou para trás, e me arrependo do que fiz.

— Como está minha irmã? — A voz de Amie me tirou do peso da culpa em que eu estava prestes a afundar. Seu olhar foi da minha barriga para meu rosto.

Sorri e, instintivamente, acariciei minha barriga.

— Ela está bem. Mandou lembranças.

— Espero que tenha dito a ela que estou ansiosa para conhecer ela.

— Disse, sim. Mas você pode falar de novo, se quiser.

Ela se inclinou para frente.

— Ainda nem te conheço e já estou com saudade, maninha! Quando você chegar, vamos pintar muito juntas. Vou arrumar seu cabelo e dar comida na sua boca. Você pode até dormir comigo no meu quarto, na minha cama. A gente vai se aconchegar e assistir a muitos desenhos animados. — Então, num tom infantil, completou. — Mal posso esperar para te ver, maninha!

Eu ri alto.

— E se for um menino?

Ela deu de ombros enquanto se recostava na cama.

— Não importa. Eu ainda vou amar ele e fazer coisas com ele. Vou ensinar como enfrentar os valentões.

Balancei a cabeça, rindo.

— Ah, Amie... Esse bebê tem muita sorte de ter você como irmã mais velha.

A pessoa que me atendeu no departamento financeiro, quando fui perguntar quem tinha feito o pagamento, disse que ele havia quitado tudo com antecedência. Ainda bem que eu não mencionei aquilo também...

Quando finalmente conseguirmos conversar, eu iria contar. E se ele não gostar, peço para o Aiden retirar o pagamento.

Na verdade, eu também estava um pouco irritada com Aiden. Como ele pôde fazer algo tão importante sem nos avisar antes?

Ele achava que tinha o direito de fazer o que quisesse? Talvez até tivesse, mas deveria respeitar o fato de que Dennis também era o pai da Amie e consultá-lo sempre que fosse fazer algo que envolvesse Amie ou eu. Como da maneira que ele apareceu na casa hoje de manhã. Se o Dennis estivesse por perto, mesmo que ele não mostrasse, eu sabia que ele não teria gostado nada daquilo.

Eu queria questioná-lo sobre o pagamento, mas acabei decidindo não fazer aquilo. Eu já tinha o suficiente para lidar, não estava pronta para entrar em outra discussão. Talvez depois que o Dennis se acalmasse, ele pudesse falar com ele sobre isso.

— Chegamos. — O motorista disse.

Olhei pela janela e vi que estávamos em frente à casa.

Suspirei. Eu nem queria entrar lá. Não queria reviver os dias bons e ruins sozinha.

Talvez fosse melhor voltar para o hospital. Mas uma ideia melhor surgiu na minha cabeça.

Virei para ele e disse:

— Gostaria que me levasse a outro lugar.

— Onde? — O motorista olhou para mim, surpreso.

Peguei meu celular e li o endereço de um dos bares do Dennis, o que ele mais frequentava.

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