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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 499

"Que ótimo, eu vou te mandar o convite eletrônico agora, tudo bem?"

"Tudo bem."

"Então está combinado."

Após desligar o telefone, Lisandro rapidamente enviou o convite eletrônico.

Jennie lançou um olhar para aquele prédio com formato de cubo e sentiu uma pontinha de pena.

Um prédio tão bonito, que desperdício.

Ela pegou seu celular e ligou para Bryan.

Quando começaram a namorar, ela fez Bryan prometer que nunca esconderia nada dela.

Bryan cumpriu a promessa.

E ela também fazia questão de contar tudo para ele.

Troca justa é troca justa.

Mesmo entre apaixonados, é assim: se você quer que o outro se dedique, você também tem que se dedicar.

Assim que ouviu, Bryan disse imediatamente: "Eu vou com você."

Antes que Jennie pudesse recusar, Bryan já emendou: "Eu sei o que você vai dizer, que meu rosto chama muita atenção. Faz uma máscara pra mim, aí eu fico discreto."

"…"

Ainda era só o começo da noite, dava tempo de fazer uma máscara.

Jennie, meio sem saída, acabou concordando.

"Tá bom!"

Ela mandou uma mensagem para Lisandro, avisando que levaria um segurança com ela.

"Meu noivo não fica tranquilo se eu sair sozinha."

Lisandro não recusou, provavelmente com medo de que ela mudasse de ideia e desistisse de ir, então logo mandou mais um convite eletrônico.

Convite individual, mas agora ela podia levar Bryan.

Jennie precisava ir ao Véus da Morte para fazer a máscara.

Trocou a roupa: colocou uma calça preta e um suéter de lã de coelho, ficando alguns anos mais jovem, parecendo uma universitária.

As roupas tinham sido compradas pela Sra. Jardim.

Desde que a filha voltou, a Sra. Jardim cuidava de tudo relacionado à Jennie, realmente a mimando.

Jennie já tinha engordado quase três quilos desde que voltou.

Mas como sempre foi magrinha e de ossos pequenos, mesmo assim ainda parecia um pouco fina.

Ela puxou isso da Sra. Jardim.

A Sra. Jardim, mesmo com a idade, continuava magra e elegante, parecia uma mulher jovem.

"Mãe, vou sair rapidinho."

A Sra. Jardim já estava acostumada com as idas e vindas da filha, só perguntou: "Que horas volta? O Noberto volta hoje e disse que queria jantar em casa."

Noberto estava trabalhando com um grupo de teatro e só hoje conseguiu voltar.

Em mais duas semanas, ele terminaria a peça.

Jennie respondeu: "Não dá pra jantar, mas volto antes das dez."

"Certo, tá bom."

Jennie deixou Cecilia em casa e foi para o Véus da Morte.

Na cama, ele tinha gostos peculiares.

Jennie merecia o melhor conjunto que ele tinha.

Maximo revirou os olhos.

Como ouviu dizer que Lisandro ainda ia sair naquela noite, Maximo nem se preocupou. Afinal, era um homem marcado para morrer, que aproveitasse a última noite de liberdade.

Foi justamente por desprezar Lisandro que nem pensou em botar alguém pra segui-lo.

Isso deu a chance perfeita para Jennie.

…

Naquela noite, foi Paulo que convidou Lisandro para sair.

Paulo já era parceiro de Lisandro há um tempo, e Lisandro, desligado como sempre, nunca suspeitou de nada.

Lisandro aceitou o convite para o karaokê e, ao abrir a porta do camarote, viu exatamente quem tanto sonhava ver.

Jennie.

Mas Lisandro ainda tinha um pouco de juízo, não correu logo para cima dela, lembrando-se de quem Jennie era.

Num lugar daqueles, se ele fizesse besteira, podia morrer nas mãos do Bryan em um segundo.

Por isso, Lisandro entrou educadamente para cumprimentar Jennie.

"Srta. Jardim, acabamos de falar à tarde, não pensei que veria você aqui tão cedo. O que faz por aqui?"

Ele tentou ao máximo esconder o olhar faminto, mas os olhos não resistiam e sempre voltavam para a boca de Jennie.

Contudo, na sequência, Jennie largou uma frase que o deixou paralisado.

"Vim só para te avisar, Lisandro: amanhã será o seu último dia de vida."

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