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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 476

Bryan assentiu: "Continue de olho no pessoal da Família Godinho."

"Sim, senhor!"

Rufino e Eder eram os braços direitos do Sr. Kairós.

Com Eder fora de cena, era certo que o Sr. Kairós daria ainda mais valor a Rufino.

Cada passo dele era orientado pela Família Kairós. Observando Rufino, já estavam de olho em metade da Família Kairós.

"Temos que dar um jeito de deixá-los ocupados, só assim ele não vai ter tempo de infernizar o pessoal da Família Jardim," disse Bryan.

Paulo teve um estalo.

"O noivo da Esmeralda, o Gregório, não morreu? A família dele é do tipo que não tem nada a perder, vive na base do ‘se colar, colou’. Que tal a Família Passos ir lá arrumar confusão?"

Bryan arqueou levemente as sobrancelhas.

"Olha só, até que você pensou dessa vez."

"…"

"Então é isso. Fica por sua conta."

"Pode deixar!"

Dois dias depois, chegou o dia do velório de Gregório.

Rufino mandou que Esmeralda comparecesse ao velório.

Esmeralda discordou.

"O senhor não sabe o que estão falando de mim lá fora? Se eu aparecer agora, vão me zoar ainda mais!"

Rufino ficou impaciente.

"Se você não for, vai dar ainda mais o que falar. A morte do Gregório foi causa da Família Carvalho, o que você tem a ver com isso? Se não for, aí sim vão achar que você tá escondendo alguma coisa."

"Quem não deve não teme! Até a polícia já me liberou, eu indo ou não, continuo inocente!"

"Tem que me contestar em tudo? Tudo isso não foi você que arrumou? Naquela época, se tivesse casado com o Nilo, precisava chegar nesse ponto?"

"E não foram vocês que não deixaram eu ficar com o Nilo, que chamam de aleijado? Eu ia visitar ele no hospital, mas vocês disseram pra eu não ir, que ele já tava acabado, e se eu insistisse iam me obrigar a casar com um homem inválido. Agora a culpa é minha?"

A resposta de Rufino foi um tapa na hora.

"Respeite! Quem te deu permissão pra falar assim comigo?!"

Dona Godinho, tomada pela dor, chorou: "Por que bater na menina? Ela é inocente!"

Os dois adultos começaram a discutir.

Esmeralda, sem paciência, aceitou com cara fechada.

"Chega de briga! Eu vou no velório, pronto!"

…

A Família Passos estava num clima de total desolação.

Gregório era o único filho. Com sua morte, não havia mais sucessor.

No dia anterior, alguém sugeriu ao Sr. Passos que adotasse um parente distante para garantir o futuro do patrimônio.

"Se não, essa fortuna toda vai ficar sem herdeiro!"

O Sr. Passos achou a ideia interessante, mas não teve coragem de comentar com a esposa naquele momento delicado.

Mas, de algum jeito, Dona Passos acabou sabendo de tudo.

Ela ficou pálida, mas seu olhar ficou perigosamente brilhante.

Esmeralda, ao ver Dona Passos, sentiu um calafrio de culpa.

Apesar de não ter sido responsável pela morte de Gregório, ela realmente não se preocupou quando ele disse que estava mal.

Naquele momento, o coração dela estava balançado por causa do Nilo.

Em outras circunstâncias, ela teria chamado o médico para Gregório, em vez de mandar ele aguentar firme.

Foi culpa do Nilo!

O Nilo não devia ter vindo ao noivado!

Esmeralda esqueceu que, na verdade, foi a própria família que insistiu para o Nilo ir, só para limpar a imagem dela de ingrata.

No fim, as pessoas só lembram do que é conveniente pra elas.

Esmeralda expressou condolências a Dona Passos.

"Mesmo não podendo ser sua nora, prometo que vou sempre visitar a senhora. Pode me considerar como uma filha."

Esmeralda falou bem alto.

Ela conhecia o temperamento de Dona Passos.

Sabia que seria xingada.

Assim, todo mundo sentiria pena dela.

Antes de sair de casa, Esmeralda já tinha decidido: não iria apanhar de graça, pelo menos precisava ganhar um pouco de simpatia do público.

Mas, para surpresa de Esmeralda...

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