"?" Felipe lentamente digitou um ponto de interrogação.
Bryan explicou: "Ontem ela foi até a emissora de TV e encontrou o Lucas."
Ele contou em detalhes como tudo aconteceu, avisando com antecedência que encontraria Lucas.
Assim que o programa terminou, ela já marcou o jantar e contou tudinho para ele, até os assuntos da conversa.
Incluindo o "abraço" deles.
Jennie disse que aquilo foi uma despedida do passado.
Bryan até ficou com ciúmes, mas não se incomodou de verdade.
"Ora, por que ficaria? Ela contou tudo para ele! Só esse gesto já dizia muita coisa.
E era só isso que ele queria: uma atitude.
Então, ao ver a foto, ficou com ciúmes, mas sem raiva.
Quando Felipe terminou de ouvir a explicação, soltou um suspiro longo, sentindo ainda mais respeito por Jennie.
Ela pensou em tudo, avisou Bryan que veria Lucas, e depois contou sem rodeios sobre o abraço.
Assim, nem o Papa conseguiria botar intriga entre eles.
"Se não há mal-entendido entre você e a Srta. Jardim, fico tranquilo."
Felipe então perguntou a Bryan: "Quer que eu descubra quem enviou a carta?"
"Quero!"
"Certo."
Como Bryan não era exatamente o rei dos contatos em Cidade Vida, Felipe pediu ajuda ao irmão dele, Marcos.
Marcos topou na hora "até porque o assunto também envolvia Jennie, então usar o pessoal do Véus da Morte era justificável.
Logo chegaram as notícias.
"Foi um garçom do Hotel Logo", Marcos contou a Felipe.
Na hora, Felipe lembrou que Orfeu estava hospedado no Hotel Logo.
"Entendi, avisa a Srta. Jardim também sobre isso."
"Pode deixar."
Felipe mudou de assunto: "Ouvi dizer que está apaixonado?"
O rosto de Marcos ficou um pouco vermelho.
"J-já estamos juntos."
"Tem que me apresentar ela qualquer dia. Preciso dar um presentão de boas-vindas à cunhada."
Marcos ficou ainda mais vermelho. "Vou esperar a aprovação da família dela, aí levo para conhecer você."
"Combinado."
Quando se despediram, Felipe deu uns tapinhas no ombro do irmão.
"Qualquer coisa que precisar, é só pedir. Entre irmãos, não tem formalidade."
Os olhos do Marcos ficaram levemente marejados.
"Tá bom. Irmão!"
Felipe sorriu, entrou no carro e foi embora.
No caminho, já pensava quanto deveria dar de presente no casamento do Marcos.
Como não tinham pais, ele teria que somar o valor dos dois presentes deles também.
Precisava trabalhar duro, não tinha jeito.
Do outro lado, Jennie ficou sabendo por Marcos sobre o flagra das fotos.
"Foi gente do Orfeu."
Jennie não aguentou e riu.
"Todo mundo sabe que ele trabalha pra você. Se você botar ele do meu lado, a farsa acaba na hora."
"Mas eu fico preocupado..."
"Não tem porque se preocupar. Você mesmo já me disse: quando a gente encontra uma sombra, tem que enfrentar, não fugir. Se tiver coragem, vai ver que nem é tudo isso."
"Eu estava falando do Lucas naquela vez."
"É tudo igual."
Bryan não conseguiu rebater, então só pediu para Jennie reforçar a própria segurança.
Jennie prometeu.
"Vou tomar cuidado redobrado."
Já com o plano pronto, eles não saíram logo.
Bryan exigiu o abraço de dez minutos como compensação.
E eles só ficaram abraçados, sem fazer mais nada.
Mas só isso já deixou Bryan contente.
"Sobre aquele prédio tecnológico, pede pra sua equipe checar tudo direitinho. Qualquer coisa estranha, me liga na hora." Jennie pediu com seriedade antes de sair.
Bryan confirmou.
"Pode confiar cem por cento no meu serviço."
Os dois "faxineiros" infiltrados que ele colocou lá já tinham feito amizade com o pessoal do prédio.
Se acontecesse algo, seriam os primeiros a saber.
Jennie assentiu e esfregou o rosto com força.
Era hora de "entrar em cena"!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....