Matar alguém não é só tirar a vida, é também destruir o coração da pessoa.
O corpo de Tatiana claramente vacilou.
"Impossível... Isso não pode ser... Eu sou a mãe dele!"
Jennie continuou sorrindo.
"É mesmo? Se ele sentisse pelo menos um pouco de amor de filho por você, como é que ele teria te ligado, pedindo pra você se entregar pra polícia sem nem hesitar? Você criou esse filho à toa."
"Cala a boca! Cala a boca!"
Atrás do vidro grosso, Tatiana batia com força.
O agente penitenciário olhou para Jennie, perguntando se deveria conter Tatiana.
Jennie balançou a cabeça.
Tatiana só parou de "sur-tar" depois de um bom tempo.
De repente, ela começou a implorar para Jennie.
"Pode me provocar o quanto quiser, só te peço que poupe meu filho. Eu te criei por tantos anos, nem que seja só pelo esforço... Eu te comprei, é verdade, mas também te criei, não foi? Não pode ser tão ingrata assim!"
Jennie olhou para ela.
"O dinheiro que você gastou comigo, eu já devolvi cem vezes mais, não foi?"
"Quando você devolveu cem vezes mais?"
Jennie ficou em silêncio por dois segundos, depois perguntou: "Eu não te dei um cartão? Você nunca foi sacar o dinheiro?"
"Aquele cartão... devia ter pouca coisa..."
Jennie mostrou com os dedos o valor.
Tatiana arregalou os olhos de repente.
"Impossível!"
Aquele cartão estava no nome de Jennie. Ela pegou o celular, abriu o aplicativo do banco e mostrou o saldo para Tatiana, através do vidro.
Antes de vir, Jennie já tinha avisado Eurico, por isso pôde entrar com o celular.
Tatiana ficou paralisada, repetindo: "Não pode ser, não pode ser, você está mentindo, é falso, falso!!"
No fim, ela realmente enlouqueceu.
Jennie achou que era fingimento, até que no dia seguinte soube que Tatiana tinha tentado se matar se jogando contra a parede.
Jennie ficou um bom tempo em silêncio, sem conseguir reagir.
Era bem na hora do jantar com Bryan.
Bryan passou a mão diante dos olhos dela.
"O que foi? Quem ligou?"
Jennie contou a verdade.
Bryan sabia que ontem Jennie tinha visitado Raul e depois Tatiana.
Ele até tinha ficado com ciúmes porque Jennie pediu ajuda a Eurico para visitar Tatiana, e não a ele.
Ao ouvir isso, ele nem se surpreendeu muito, só perguntou: "Morreu?"
Jennie balançou a cabeça: "Ainda não sei."
"Quer perguntar?"
"Não precisa..." Jennie disse, "Só estou surpresa."
"Surpresa porque você acabou de vê-la e ela tentou se matar?"
"Não. O que me surpreende é que ela tenha feito isso por causa do dinheiro."
"Como assim?"
Jennie resumiu a conversa delas do dia anterior.
"Você acha que eu faria esse tipo de piada? Só diz se pode ajudar ou não."
"Posso, ainda bem que o Grupo Silva é um dos investidores. Coisa fácil, daqui a pouco resolvo."
"Então, conto com você."
"Mas não vou ajudar de graça." Ele apontou para seus lábios.
O rosto de Jennie esquentou na hora.
"Está todo mundo olhando pra gente."
Como o jantar foi marcado em cima da hora, o restaurante não foi fechado só pra eles.
Muitos não conheciam Jennie, mas Bryan, sim.
Ninguém se atrevia a tirar o celular para fotografar, só observavam em silêncio.
Bryan não insistiu, dizendo: "Então deixa pra quando estivermos no carro."
Depois disso, Jennie ficou até um pouco nervosa durante o jantar.
Eles estavam comendo comida caseira.
Desde que Bryan perguntou do que Jennie gostava, sempre a levava para comer pratos típicos, nada de restaurantes sofisticados.
Depois de comerem, finalmente entraram no carro.
Jennie estava um pouco tensa.
Mesmo tendo se beijado várias vezes ultimamente, ela sempre ficava nervosa.
O coração disparava.
Mas, bem nessa hora, Bryan recebeu uma ligação.
Ele franziu as sobrancelhas e disse para quem estava do outro lado: "Entendi, chego em uma hora."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....