Caio abriu os olhos e olhou para ele.
Aquele olhar deixava bem claro: ele o achava extremamente irritante.
Renan encolheu o pescoço, mas ainda assim se forçou a dizer:
— Eu só estou preocupado com o senhor...
Caio desviou o olhar e olhou pela janela.
— Entre em contato com o Henri — ele disse.
Renan ficou surpreso: — Henri? Aquele da família Luxemburgo?
— Sim.
— Entrar em contato com ele para quê?
Caio ficou em silêncio por um segundo.
— Peça a ele para me encontrar alguém forte. Para me ensinar e treinar comigo.
Os olhos de Renan se arregalaram.
— Agora? O senhor já está assim, e ainda vai treinar?
Caio não respondeu.
Renan ficou desesperado: — Sr. Mendes, não há necessidade de se esforçar tanto, não é? Aquele Albert é um rei das forças especiais, lutou em guerras por doze anos. Como o senhor, um jovem rico, poderia vencê-lo?
Caio olhou para ele.
Aquele olhar fez Renan engolir o resto das palavras.
— Ligue — Caio disse.
Sem escolha, Renan pegou o celular e discou o número de Henri.
O telefone tocou duas vezes e foi atendido.
— Caio? — A voz de Henri veio do fone. — E aí? Passou no teste?
Renan engoliu em seco e começou a falar:
— Sr. Henri, aqui é o Renan, assistente do Sr. Mendes.
— Ah, assistente Renan. — Henri riu. — Onde está o Caio? Passe o telefone para ele.
Renan olhou para Caio no banco de trás.
Caio estava encostado no banco, de olhos fechados.
Renan respirou fundo e começou a dizer:
— Sr. Henri, o Sr. Mendes... apanhou feio.
Houve um segundo de silêncio do outro lado da linha.
— Apanhou? Quão feio?

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