Caio Mendes assentiu e virou-se para sair.
Deu alguns passos e parou novamente.
— O amigo dela, — ele perguntou, — quem é?
Beatriz pensou um pouco: — Não sei? Tereza disse que conheceu na França, eles se dão muito bem. Ela não disse quem era exatamente.
Caio Mendes ficou em silêncio por um segundo.
— Entendi. — ele disse, continuando a andar.
—
Quarto 1808.
Assim que entrou, Caio Mendes pegou o celular e ligou para Renan.
— Descubra onde a Dra. Tereza está agora. — ele disse, a voz um pouco ansiosa. — Quem a buscou, para onde foram.
Renan ficou atônito do outro lado da linha: — Agora? Sr. Mendes, são apenas oito da manhã...
— Agora. — Caio Mendes o interrompeu. — O mais rápido possível.
— Sim!
Após desligar, Caio Mendes abriu a janela de bate-papo com Tereza Viana novamente.
Ele digitou algumas palavras: [Você saiu?]
Enviado.
Esperou alguns segundos, sem resposta.
Digitou mais uma linha: [Quer jantar junto hoje à noite?]
Ainda sem resposta.
Ele encarou a tela, franzindo a testa cada vez mais.
A internet dizia que gestantes não podiam se cansar, não podiam passar fome, não podiam ter grandes oscilações de humor.
Ela saiu tão cedo, tomou café da manhã? Vai se cansar? Aquele amigo é confiável?
O coração de Caio Mendes apertou de novo.
Ele andou de um lado para o outro no quarto, deu várias voltas e pegou o celular de novo.
Nenhuma resposta.
Andou mais algumas voltas.
Ainda nada.
Ele foi até a janela, olhando para a movimentada paisagem urbana de Paris lá fora, e pela primeira vez sentiu que aquela cidade o irritava.
—
Enquanto isso, nos subúrbios de Paris.
Uma Ferrari vermelha cruzou o rio Sena, passou por um bairro tranquilo e finalmente parou diante de um prédio antigo.
Era uma escola de arte particular, as paredes brancas estavam cobertas de hera e o portão de ferro forjado exalava a elegância acumulada pelos anos.
Louis de Bourbon estacionou o carro e entrou com Tereza Viana.
O campus estava silencioso, ocasionalmente alguns alunos passavam apressados segurando pranchetas de desenho. Ao verem Louis, todos mostravam um olhar respeitoso e acenavam levemente com a cabeça.
— Você é bem popular aqui. — Tereza Viana disse.
Louis de Bourbon jogou o cabelo com orgulho: — Claro, sou filho do diretor da escola.
Tereza Viana sorriu.
Os dois atravessaram a pequena praça e entraram em um prédio de ensino.
Terceiro andar, na porta de um escritório.

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