— ...Tudo bem. — Ela finalmente assentiu. — Obrigada, Sr. Mendes.
Um sorriso quase imperceptível apareceu nos cantos dos lábios de Caio: — De nada.
Tereza assentiu para ele e para Magnólia, virou-se e saiu.
A porta do quarto se fechou suavemente.
Caio ficou parado, com o olhar na porta, sem desviar por um longo tempo.
Magnólia estava encostada na cabeceira da cama e não pôde deixar de rir ao ver o filho daquele jeito.
— Chega, ela já foi, ainda está olhando?
Caio voltou a si, desviou o olhar e sentou-se na beira da cama.
Magnólia olhou para ele e suspirou levemente: — Caio, a Tereza cuidou de mim esses dias e trabalhou muito. Ela salvou a minha vida, me diga, como devemos agradecê-la?
Caio pensou um pouco: — Dar uma quantia em dinheiro?
Magnólia o encarou: — Dar dinheiro é o mínimo, não precisa nem falar. Eu estou perguntando, além do dinheiro, o que mais você planeja fazer?
Caio hesitou.
— Mãe, a senhora quer dizer...
— O que eu quero dizer é — Magnólia olhou para ele, com um pouco de impotência no olhar —, com o status e a habilidade da Tereza, você acha que o dinheiro compra isso? Ela salvou o seu avô, me salvou, salvou não sei quantas pessoas. Você acha que ela precisa do seu dinheiro?
Caio ficou em silêncio.
Ela realmente não precisava de dinheiro.
Do que ela precisava?
Ele parecia... nunca ter pensado nessa questão.
Magnólia olhou para a expressão atordoada do filho e suspirou novamente.
— Caio, seja sincero comigo, você gosta da Tereza?
Novamente, o rosto de Caio ficou corado de vergonha.
Ele não disse nada, mas aquele silêncio já era a melhor resposta.
Magnólia sorriu, um sorriso com alívio, mas também com um pouco de preocupação: — Se gosta, vá atrás dela. Você fica aí parado, acha que ela vai correr até você sozinha?
Caio levantou a cabeça: — Mãe, eu...
— Tudo bem, tudo bem. — Magnólia o interrompeu e pegou uma chave na gaveta da mesa de cabeceira. — Faça um favor para mim.
Caio pegou a chave, confuso: — O que é isso?
— A chave do cofre do banco. — Magnólia olhou para a pequena chave, com o olhar distante. — Lá dentro estão as coisas que guardei todos esses anos. Entre elas, há um conjunto de jade que sua avó me deixou. E também tem um bracelete...
Ela fez uma pausa e a voz suavizou: — Aquele foi passado pela sua bisavó, disseram que era uma herança de família do dote dela. Eu sempre guardei, pensando em usar quando você fosse casar.
A mão de Caio segurando a chave apertou levemente.
— Mãe...
— Deixe-me terminar. — Magnólia olhou para ele, com os olhos gentis e sérios. — Caio, minha saúde não esteve boa nesses anos e não pude preparar nada para você. Agora que finalmente encontramos uma garota que você gosta e que eu também gosto, você tem que agarrar a oportunidade.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: As Múltiplas Identidades Secretas Da Ex-esposa