Seu próprio casamento e sentimentos eram uma bagunça, e ela criou o filho para ser um pedaço de madeira que, aos trinta anos, ainda não sabia como cortejar uma garota. Que direito ela tinha de tentar juntar outras pessoas?
Deixa para lá, deixa acontecer naturalmente.
As duas comiam em silêncio, ocasionalmente trocando algumas palavras sobre o tempo, a árvore de ginkgo lá fora ou a comida da clínica. O clima era acolhedor e relaxado.
Tereza pegou uma porção de batata desfiada ácida e picante e colocou na boca.
Seus pauzinhos pararam por um instante.
Então ela pegou mais uma porção.
E mais uma.
Magnólia notou, olhou para o prato de batata desfiada ácida e picante e perguntou sorrindo: — Gosta de coisas ácidas?
Tereza assentiu e pegou mais uma porção: — Sim. O de hoje está muito bem feito, a acidez está no ponto certo.
Magnólia olhou para ela levando a batata desfiada à boca e, inexplicavelmente, achou a maneira como a garota comia muito fofa. Ela mesma pegou um pouco de outro prato, sem tocar na batata desfiada.
Depois de um tempo, Tereza abaixou os pauzinhos.
Magnólia olhou para a tigela dela — o arroz mal tinha sido tocado, tomou alguns goles da canja de galinha, comeu dois pedacinhos de robalo, um pedaço de couve, e os aspargos estavam quase intactos.
A única coisa que ela terminou foi o prato de batata desfiada ácida e picante.
— Tereza, — Magnólia perguntou preocupada, — por que comeu tão pouco? A comida não estava do seu gosto? Ou você está cansada?
Tereza balançou a cabeça: — Não, a comida estava ótima. É que...
Ela fez uma pausa, tocou inconscientemente o baixo-ventre e sorriu meio sem jeito: — Talvez aqueles dias do mês estejam chegando, meu apetite não está muito bom.
Magnólia hesitou por um momento, mas logo entendeu. Ela assentiu e disse suavemente: — Então beba um pouco de água quente e evite coisas geladas. Descanse bem nestes dias, não se esforce demais.
— Sim, eu sei. — respondeu Tereza.
Assim que ela terminou de falar, seu celular tocou.
Tereza olhou para a tela, viu quem estava ligando e disse para Magnólia: — Tia, vou atender uma ligação. Tenho uma consulta especial marcada para a tarde, pode ser algo do hospital.
— Vá, vá. — Magnólia acenou com a mão. — O trabalho é mais importante.
Tereza pegou o celular e saiu rapidamente do quarto.
A porta se fechou suavemente.
O quarto ficou em silêncio.
Magnólia olhou para os pratos na mesa que quase não tinham sido tocados, e depois para o prato de batata desfiada ácida e picante que estava completamente vazio, sentindo-se um pouco culpada. Será que a garota ficou com vergonha de dizer que a comida não estava boa? Ela só comeu o prato de batata desfiada, e quase não tocou no resto.

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