O rosto de Melina Barbosa ficou vermelho de repente.
Gustavo Ferreira soltou um sorriso amargo, lançando-lhe um olhar complicado:
— Sopa de reforço? Hã, aquilo foi preparado especialmente para mim como uma “sopa de animação”.
Naquele instante, Melina Barbosa entendeu tudo, e seu rosto ficou ainda mais corado, quase encarnado:
— O quê? Minha mãe... Como ela pôde fazer isso?
Gustavo Ferreira soltou sua mão, massageou as têmporas e falou num tom resignado:
— Ela sempre quis ter um neto, você sabe disso. Só não imaginei que ela chegaria a esse ponto.
Melina Barbosa ficou tão envergonhada que queria cavar um buraco e se esconder.
Vendo o desconforto de Gustavo Ferreira, ela sentiu-se culpada:
— Me desculpa... Eu não sabia que havia algo de errado na sopa... Ainda insisti para você tomar...
Gustavo Ferreira balançou a cabeça, forçando um sorriso:
— Não foi sua culpa, você não tinha como saber.
Na verdade, nem se podia culpar Jéssica Nogueira. Mas com a volta de Nicole Martins, aquela movimentação toda…
Jéssica preferiu agir antes, temendo que Nicole Martins pudesse atrapalhar a relação do jovem casal.
Por isso preparou aquela sopa, temendo que seu filho fosse apenas aparência e pouco resultado!
O quarto ficou em silêncio, com um clima um tanto constrangedor.
Nesse momento, a sacola que Melina Barbosa trouxera tombou, espalhando seu conteúdo pelo chão.
Ali estavam uma camisola sensual, um frasco de perfume e um bilhete, onde se lia: “Força! Quero logo embalar meu netinho!”
O rosto de Melina Barbosa ficou vermelho até as orelhas. Ela juntou rapidamente as coisas e fechou a sacola.
Ao levantar os olhos, percebeu que Gustavo Ferreira a observava, seu olhar intenso e profundo.
— Melina Barbosa... — a voz de Gustavo Ferreira soou baixa e rouca, carregada de emoção contida.
O coração de Melina Barbosa disparou. Instintivamente, ela recuou um passo:
— Gustavo Ferreira, você... você precisa se acalmar. Eu vou buscar algo pra te ajudar...
Ela se virou para sair, mas Gustavo Ferreira a puxou de volta.
A mão dele estava quente, não apertava forte, mas era impossível se soltar.
Sabia que ele sempre respeitava sua vontade. Mesmo nessa situação, ele não a obrigou a nada.
— Gustavo Ferreira... — chamou ela, num tom baixo e cheio de remorso.
Gustavo Ferreira acenou com a mão, forçando outro sorriso:
— Vou tomar um banho gelado. Pode descansar.
Dito isso, virou-se e caminhou até o banheiro, a silhueta carregando certa tristeza.
Melina Barbosa ficou parada, cheia de sentimentos conflitantes.
Baixou os olhos para a sacola em suas mãos, mordeu os lábios e, enfim, tomou uma decisão.
— Gustavo Ferreira, espera! — chamou, apressando-se para alcançá-lo e segurando sua mão.
Gustavo Ferreira se virou, surpreso:
— O que foi?
O rosto de Melina Barbosa estava vermelho como uma maçã madura, e sua voz saiu quase num sussurro:
— Eu... eu não quero que você passe por isso sozinho. E nós somos um casal... Eu quero...

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