Mateus Domingos também avistou Melina Barbosa, e seu olhar tornou-se profundo e enigmático.
Melina Barbosa, desde que se afastara dele, parecia não estar tão arrasada quanto haviam imaginado. Ao contrário, mostrava-se serena e elegante.
Melina Barbosa percebeu a entrada deles, esboçou um leve sorriso e lançou um olhar tranquilo sobre Manuela Barbosa e Mateus Domingos, como se fossem meros passageiros em sua vida, sem qualquer importância.
Mateus Domingos, diante daquela postura, franziu levemente as sobrancelhas.
Quis dizer algo, mas foi contido por Manuela Barbosa.
— Mateus, deixa eu te apresentar minha avó — disse Manuela Barbosa.
Ela havia percebido que o olhar de Mateus Domingos não se desviava de Melina Barbosa, o que a incomodou profundamente.
Maldita seja.
Será que aquela mulherzinha da Melina Barbosa ainda queria seduzir Mateus?
Que absurdo!
Ela que sonhe!
Mateus Domingos finalmente desviou o olhar, voltando-se para vovó Amanda.
— Vovó, desejo à senhora uma felicidade tão imensa quanto o mar e uma vida longa como as montanhas.
Vovó Amanda assentiu com serenidade:
— Muito obrigada pela consideração.
A senhora Amanda, já de idade avançada e experiente com as pessoas, percebeu de imediato que Mateus Domingos não era um homem de confiança.
Assim que entrou, não tirou os olhos de Melina Barbosa, e seus olhos encantadores denunciavam inquietação.
No entanto, vendo Manuela Barbosa segurando a mão dele persistentemente, vovó Amanda preferiu não comentar nada.
O importante era que Manuela Barbosa estivesse feliz.
— Vovó, este é o presente de aniversário que eu e Mateus preparamos para a senhora — Manuela Barbosa anunciou, ansiosa.
Dizendo isso, Manuela Barbosa retirou de sua bolsa uma caixinha primorosamente decorada. Ao abri-la, revelou uma pulseira de jade, de um verde intenso e uniforme, com textura delicada e um brilho suave, como se fosse uma poça de água cristalina.
Sabendo que a avó gostava muito de jade, todos sempre procuravam agradá-la com presentes assim.
Os convidados ao redor imediatamente se aproximaram, atraídos.
— Nossa! Que generosidade!
Os demais, conhecendo a situação de Melina Barbosa, também assistiam com ar de expectativa.
Afinal, uma pessoa sem o carinho do pai e sem mãe, poderia dar o quê?
— É isso mesmo, mostra pra gente, Lina — incentivou Simone Oliva, sorrindo.
Ela também estava curiosa.
O rosto de Melina Barbosa manteve-se sereno. Para ela, aquilo tudo não a constrangia, nem a fazia sentir-se desconfortável.
Com calma, Melina Barbosa olhou para todos, abriu sua sacola e tirou o presente de dentro.
Ao verem o item, todos ficaram surpresos.
O que era aquilo?
Uma pulseira talhada em madeira?
Meu Deus! Isso era motivo de risos para qualquer um!
Manuela Barbosa, sem perder a chance de zombar, apressou-se em dizer:
— Irmã, se não tinha um presente, tudo bem, mas dar isso... hum... não seria um pouco inadequado?

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